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Outubro/2015 Campinas, Liliene Santana

Trabalho voluntário a construção do ser

Cada voluntário da ONG Griots: Os Contadores de Histórias, tem um motivo peculiar de se dedicar ao menos uma vez por semana nas visitas em hospitais da RMC. Para saber como acontece essa paixão por contação de histórias, conversamos com a mais nova integrante do grupo Juliana Prado, residente do município de Limeira.




Griots: Como conheceu a ONG Griots?


Juliana Prado: A primeira vez que ouvi falar dos GRIOTS, foi em um jornal de divulgação de um hospital em que eles atuam em Campinas. Em seguida, pesquisei em uma rede social, e então conheci mais detalhes da ONG, como os treinamentos e a forma de me engajar.


Griots: Porque escolheu contação de história?


Juliana Prado: Escolhi, por que acredito muito no poder motivacional que a fantasia e o lúdico proporcionam através das histórias contadas. Principalmente para as crianças que tão pequenas precisam enfrentar a realidade dos tratamentos, o ambiente hospitalar, muitas vezes a solidão. As histórias, trazem um momento de luz, de distração, alivio, minutos de atenção especial.


Griots: O que motivou a ser voluntária?


Juliana Prado: Sempre tive vontade de me engajar em algum projeto que atuasse nos hospitais, e em especial na pediatria. Quando descobri os GRIOTS me identifiquei de cara, tanto com o voluntariado, quanto com o projeto de contar histórias.


Griots: O que é ser voluntária?


Juliana Prado: Ser voluntária para mim, é doar-se, entregar-se para ajudar ao próximo, sem buscar um benefício próprio ou autopromoção. É estar ali naquele momento com responsabilidade e empatia com cada criança. Cada história, tanto nossa quanto a deles, é uma troca especial, que muitas vezes traz reflexão do nosso papel junto aos que sofrem, e aos que lutam pela vida. Participar dessa luta, levando alívio, esperança, graça, é maravilhoso, é o que motiva a continuar.


Griots: O que você espera do trabalho de voluntário?


Juliana Prado: Espero sempre coisas boas, embora tenham os desafios e as pedrinhas no caminho. Os ganhos são maiores, enriquecem a alma, fortalece meu senso do coletivo, de ser participante não apenas da minha história, mas do próximo e da sociedade. Espero acima de tudo, crescimento e maturidade, para continuar com total responsabilidade do que me propus e me comprometi.


Griots: Já trabalhou como voluntária em outras áreas?


Juliana Prado: Já havia feito trabalho na clínica de psicologia, mas focada nos estágios da graduação. Esse é o primeiro trabalho voluntário que me engajo, atuo no Hospital das Clínicas da UNICAMP, sendo meu único objetivo ajudar e estar envolvida com os projetos da ONG.


"Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas" (Mario Quintana).