contato@griots.com.br | 19. 3232-5018

Novembro/2015, Campinas Patrícia Monari

Aprendendo com a História

Todo mundo enquanto criança já dormiu ao som de uma bela cantiga de ninar, ou então pediu a um adulto para lhe contar uma história, seja ela de terror ou com final feliz. Ouvir histórias além de criar um laço afetivo ainda maior com os pais, é o inicio da aprendizagem na vida da criança, onde é possível seguir um caminho infinito de descobertas e de compreensão do mundo.




Segundo a psicóloga formada pela PUC-Campinas, Alessandra Lima, a contação de histórias desperta a imaginação da criança, trabalhando o foco e a concentração, ensinando princípios e a distinção entre o bem e o mal, capazes de modificar a estrutura social do futuro e formar cidadãos com consciência social e moral.


A cada história ouvida, o desejo de uma nova é ainda maior. A ansiedade de saber o final, de conhecer um novo personagem, um novo mundo, é um exercício de fantasia e imaginação e também de alfabetização, pois permite o funcionamento comunicativo da escrita, expande o conhecimento para produção de textos e estimula a fluência na leitura.


A alfabetização deve começar desde cedo, mas é aos dois anos, que as brincadeiras se tornam mais intensas e transpassam a realidade vista para o mundo de fantasias e da imaginação, desenvolvendo assim aspectos emocionais, cognitivos e sociais.


“Quando as crianças chegam à fase escolar, a literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos e o mundo da escrita”, afirma Lima. “Nesta fase, o papel da família no processo de alfabetização das crianças torna-se ainda mais importante, pois é preciso que a família esteja em sintonia com a escola, já que seus propósitos caminham juntos na formação e educação das crianças”, completa.


Em alguns casos, por falta de tempo ou até mesmo por falta de estrutura, a família é omissa e não permite aos seus filhos o contato com histórias, com isso, muitas crianças crescem incapazes de construir uma visão do certo e do errado, e sem acreditar nas coisas boas da vida.


Não há uma regra na contação de história para que auxilie na alfabetização. “Ela pode ser contada com recursos variados para que a criança possa interagir e criar gosto pela leitura. Como a utilização de fantoches, dedoches, reprodução do texto com artesanato, encenação entre outros”, afirma Lima.


O importante, é que o adulto conheça a importância da leitura, e que saiba os benefícios que uma história bem contata proporciona para o futuro de uma criança.