Dia do Pediatra: histórias de quem cuida da infância

Quando entramos em um hospital, sabemos que cada criança que encontramos carrega uma história. Algumas chegam acompanhadas de um sorriso tímido, outras de medo, ansiedade ou incerteza. Nesses momentos, percebemos que cuidar de uma criança vai muito além de tratar uma doença.

É preciso ouvir, orientar, acolher e acompanhar cada etapa do crescimento. É esse trabalho que os pediatras realizam todos os dias. Por isso, em 27 de julho, quando celebramos o Dia do Pediatra, nós, da Associação Griots – Os Contadores de Histórias, prestamos nossa homenagem a esses profissionais que fazem da infância a sua missão.

Nos hospitais onde atuamos, vemos de perto como o cuidado acontece de muitas maneiras. Enquanto médicos, enfermeiros e equipes de saúde se dedicam aos tratamentos, nós chegamos com livros, músicas e histórias para tornar a experiência da hospitalização um pouco mais leve.

Às vezes, uma história contada no momento certo é capaz de arrancar um sorriso, distrair durante uma espera ou simplesmente lembrar a uma criança que ela continua sendo criança, mesmo dentro de um hospital.

Hoje, levamos nossas atividades a instituições como a Unidade Pediátrica Mário Gattinho, o Hospital de Clínicas da Unicamp, o Centro Infantil Boldrini, o Centro de Reabilitação Lucy Montoro e o Hospital Estadual de Sumaré. Em cada lugar, encontramos profissionais, famílias e crianças que nos mostram diariamente a importância de um cuidado feito com conhecimento e sensibilidade.

Celebrar o Dia do Pediatra também é reconhecer essa grande rede formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas, voluntários e familiares. Cada pessoa tem um papel fundamental para tornar o ambiente hospitalar mais humano e acolhedor.

Uma história não substitui um tratamento, mas pode transformar uma espera difícil em um momento de esperança. É essa a contribuição que buscamos levar às crianças e suas famílias: um pouco de imaginação, afeto e acolhimento em meio à rotina hospitalar.

O futuro da Pediatria em debate

Para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preparou uma programação especial com o tema "Entre a inteligência artificial e a inteligência emocional: o futuro da Pediatria".

Entre os dias 27 e 29 de julho, serão realizadas três lives sobre temas que fazem parte dos novos desafios da especialidade, como o uso da inteligência artificial na prática pediátrica, a comunicação responsável nas redes sociais e a prevenção do burnout entre os profissionais.

As transmissões poderão ser acompanhadas pelo YouTube, Facebook e pelo portal da SBP. Além disso, a entidade publicará vídeos sobre temas como adolescência, Prova de Títulos, Primeiros Socorros na Escola, defesa da Pediatria, sustentabilidade e valorização da mulher pediatra.

Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Dia dos Avós: convite para olhar para nossas próprias histórias!

Você já parou para ouvir uma história dos seus avós? 

E se você já é avó, ou avô, sabia que suas memórias, lembranças e ‘causos’ são verdadeiros tesouros?

Os avós não guardam apenas lembranças. Eles guardam pedaços da nossa história!

Quando uma criança escuta um avô ou uma avó contando sobre a própria vida, ela não está apenas ouvindo uma narrativa. Está aprendendo palavras novas, exercitando a imaginação, desenvolvendo a memória e entendendo como as histórias são construídas: com começo, meio, fim, personagens, sentimentos e aprendizados. É nesse encontro entre avós e netos que nasce algo muito especial: a inteligência narrativa. A criança aprende a organizar ideias, compreender emoções e perceber que cada pessoa tem uma história única para contar.

Mas talvez o mais bonito de tudo isso seja a conexão criada nesse momento e o fortalecimento dos vínculos. A presença! 

Diferente de tantas atividades do dia a dia, ouvir histórias dos avós é uma experiência feita de calma, atenção e afeto. Existe espaço para perguntas, risadas, curiosidades e até para aquelas pequenas lembranças que parecem simples, mas que carregam um enorme significado.

Quando os avós contam como era a sua infância, falam dos lugares onde viveram ou lembram de pessoas importantes da família, eles ajudam as novas gerações a conhecerem suas raízes. Cada história compartilhada é uma ponte entre o passado e o presente.

E essa troca faz bem para todos. Os avós encontram alegria ao revisitar suas memórias e perceber que suas experiências continuam sendo importantes. Os netos descobrem histórias, valores e ensinamentos que não estão nos livros. As famílias fortalecem seus laços e criam novas lembranças juntos.

Na Associação Griots – Os Contadores de Histórias, acreditamos que contar histórias é um gesto de cuidado. É uma forma de manter viva a memória, valorizar as experiências de cada pessoa e mostrar que toda vida tem uma narrativa que merece ser ouvida.

Porque algumas das histórias mais importantes da nossa vida não estão escritas em livros. Elas vivem na voz de quem conta e no coração de quem escuta.

Feliz Dia dos Avós!

Campinas completa 252 anos: uma cidade contada pelas histórias, pelos cuidados e pelos livros

No dia 14 de julho, Campinas celebra 252 anos, e nós, do Griots – Os Contadores de Histórias, celebramos uma cidade onde ciência, cultura, saúde e conhecimento caminham juntos, e que é onde nasceu e onde se dá a maior parte do nosso trabalho.

Aqui em Campinas, grupos de voluntários da Associação Griots vistam com regularidade, atualmente espaços como o Centro Infantil Boldrini, referência no atendimento de crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue, além do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, Hospital de Clínicas da Unicamp, Unidade Pediátrica Mário Gatinho, o Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, e Hospital Santa Tereza.

Cada uma dessas instituições guarda trajetórias de dedicação, cuidado e solidariedade, construídas por profissionais, pacientes, famílias e voluntários que ajudam a formar a identidade de Campinas.

Mas uma cidade também é feita de histórias, lembranças e encontros. E poucos espaços representam tanto a preservação da memória quanto uma biblioteca.

Você conhece as bibliotecas públicas de Campinas?

A Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, no Centro, é a maior delas. Criada em 1946, reúne aproximadamente 65 mil exemplares entre livros, revistas, histórias em quadrinhos, CDs, DVDs e materiais em braille. Ao longo dos anos, tornou-se um importante espaço cultural, recebendo exposições, saraus, contações de histórias e lançamentos de livros.

Para as crianças, a Biblioteca Pública Municipal Infantil Monteiro Lobato, localizada no Bosque dos Italianos, reúne mais de 7.500 livros infantis e uma brinquedoteca, aproximando os pequenos leitores do universo da leitura.

Em Sousas, a Biblioteca Pública Distrital Guilherme de Almeida, com acervo de cerca de 18 mil volumes, promove grupos de leitura, rodas de conversa e encontros literários. 

No Bonfim, a Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá preserva uma importante memória documental, com cerca de 14 mil exemplares e uma hemeroteca.

Já na Vila Padre Anchieta, a Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina reúne livros, oficinas, apresentações culturais e rodas de leitura, fortalecendo o vínculo da comunidade com a literatura.

Conta pra gente, o que você mais gosta na cidade de Campinas?

Doação de Sangue: “Aceita o Desafio?” é a nova campanha do Hemocentro da Unicamp

Junho é sempre agitado, cheio de festas juninas e, este ano, ainda tem Copa do Mundo. Mas não é só isso: é inverno se aproximando, hospital funcionando sem pausa, gente esperando por algo que não se fabrica: sangue.

No Hemocentro da Unicamp, junho é tempo da campanha: “Aceita o Desafio?”. E o desafio, no fundo, é parar por alguns minutos da rotina para fazer algo que salva vidas. Uma única doação pode alcançar até quatro pessoas. Quatro desconhecidos que, em algum lugar, só vão seguir adiante porque alguém decidiu entrar ali por um instante.

Ao longo do mês, essa ideia vai se espalhando, na campanha conhecida como Junho Vermelho. Em um dos capítulos dessa mobilização, no dia 14 de junho, o Hemocentro  realiza uma corrida aberta ao público, em referência ao Dia Mundial do Doador de Sangue. Saiba mais em https://www.minhasinscricoes.com.br/Evento/RunforLife2026.

Outro incentivo à doação: o Hemocentro abre também no domingo, dia 28 de junho. Uma tentativa de encaixar o cuidado naquilo que quase nunca cabe na semana.

Doar é muito simples. Basta ter entre 16 e 69 anos, estar em boas condições de saúde, e ir ao hemocentro alimentado e com documento em mãos, escolhendo dedicar alguns minutos para que outra pessoa possa ter mais tempo de vida.

O site do Hemocentro é https://www.hemocentro.unicamp.br/ e lá você encontra informações detalhadas sobre doação, como andam os estoques de sangue e o calendário de coletas externas, em outras localidades. 

Onde há cuidado, há enfermagem

Enquanto muita coisa acontece às pressas dentro de um hospital, há profissionais que fazem a diferença em cada detalhe. Entre monitores ligados, corredores movimentados e portas que se abrem sem parar, estão enfermeiros e enfermeiras, parceiros constantes da nossa jornada de histórias.

São profissionais com quem cruzamos no dia a dia e que conhecem, talvez como poucos, o valor de um gesto simples: segurar uma mão, acalmar um medo, oferecer esperança no momento certo. Enquanto nós, contadores de histórias da Associação Griots,  levamos histórias em palavras, eles contam histórias de cuidado por meio de atitudes.

No dia 12 de maio celebra-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em homenagem a Florence Nightingale, considerada referência da enfermagem moderna e nascida nessa data, em 1820. 

No Brasil, a homenagem se estende entre 12 e 20 de maio, durante a Semana da Enfermagem, que também recorda Ana Néri, pioneira brasileira e símbolo de dedicação ao próximo.

A origem da profissão é antiga, quase tão antiga quanto as primeiras histórias contadas ao redor do fogo. Desde tempos remotos, cuidar de pessoas doentes, idosas ou fragilizadas já era uma missão de grande importância. Ao longo dos séculos, a enfermagem cresceu, evoluiu, incorporou ciência, técnica e reconhecimento, sem nunca perder a essência humana.

Hoje, enfermeiros e enfermeiras unem conhecimento e sensibilidade. São eles que observam sinais, acompanham tratamentos, orientam famílias e ajudam pacientes a atravessar dias difíceis com mais segurança e dignidade. Em muitos momentos, tornam-se também ouvintes, conselheiros e presença amiga.

Nos hospitais onde atuamos, sabemos bem disso. Então, neste mês especial, deixamos a nossa homenagem a quem transforma plantões longos em atos de coragem e corredores frios em lugares mais humanos.

Comemore: 20 de março é o Dia do Contador de Histórias

Dia 20 de março convida a homenagear uma das artes mais antigas e fundamentais da humanidade: a contação de histórias. Muito antes da escrita, tradições, saberes e histórias foram preservados e passaram de geração em geração através da fala. Assim também ocorreu com a arte de contar histórias, que segue viva, encantando crianças e adultos em diferentes contextos e momentos de vida.

Na Associação Griots, essa prática milenar segue a todo vapor, e com o propósito extra: levar alegria e conforto a pacientes, especialmente crianças, internados em hospitais.

A Associação Griots nasceu a partir da iniciativa de um grupo de amigos, que decidiu levar o encantamento das palavras para o setor de pediatria do Hospital de Clínicas da Unicamp. Mais de duas décadas após sua criação, a atuação dos Griots alcança cidades como Sumaré, Paulínia, Hortolândia, Itapira e Indaiatuba. Atualmente, a Associação Griots conta com patrocínio da CPFL Energia e Unimed Campinas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio do Instituto CPFL e assessoria cultural da Direção Cultura.

No último ano, o trabalho voluntário da associação se refletiu em números expressivos, com cerca de 500 pessoas atendidas por mês. Mas o que move mesmo a ação dos voluntários é a satisfação pessoal. A voluntária Alda Maria Izidorio, de 74 anos, participa das ações da associação há mais de 10 anos e resume o significado da atividade: “Contar histórias para as crianças é o meu propósito de vida. Cada encontro transforma não só quem escuta, mas também quem conta.”

Entre estantes e versos, março celebra a leitura!

No calendário do mês de março, duas datas especiais ganham nossas atenções: o Dia do Bibliotecário, celebrado em 12 de março, e o Dia Mundial da Poesia, em 21 de março.

A primeira data nos lembra de uma figura que quase todo mundo já encontrou, principalmente na escola. O bibliotecário é, muitas vezes, aquela pessoa que circula entre estantes cheias de histórias, em um espaço onde o silêncio é regra, mas a imaginação está liberada para fazer um barulho enorme.

O Dia do Bibliotecário celebra profissionais cuja importância vai muito além de manter uma biblioteca em ordem. São eles que ajudam leitores a encontrar caminhos entre livros, orientam pesquisas e incentivam a curiosidade. Em muitos casos, foi um bibliotecário quem nos ensinou a cuidar dos livros, a respeitar o espaço da leitura e a perceber que cada obra pode abrir portas para novos mundos.

Mas o trabalho desses profissionais não se limita às prateleiras. O bibliotecário atua no gerenciamento de bibliotecas e sistemas de informação, realizando atividades como catalogação e indexação de documentos, manutenção de bases de dados e consultoria informacional. Em outras palavras, são verdadeiros mediadores entre o conhecimento e quem deseja encontrá-lo.

Dando voz as palavras 

Se no dia 12 celebramos quem protege e organiza as palavras, no dia 21 celebramos quem as transforma em arte.

O Dia Mundial da Poesia foi criado pela UNESCO em 1999, durante a sua 30ª Conferência Geral realizada em Paris. O objetivo era reconhecer a poesia como uma das formas mais preciosas de expressão cultural e linguística da humanidade.

Mais do que celebrar versos, a data também busca incentivar a diversidade linguística. A poesia tem uma capacidade única de dar voz a idiomas e tradições culturais que, muitas vezes, correm risco de desaparecer. Um poema pode ser breve, mas carrega dentro de si uma língua inteira, memórias coletivas e diferentes formas de olhar o mundo.

O dia 21 de março tornou-se, assim, um convite global para celebrar a poesia. É uma oportunidade para homenagear poetas, valorizar os recitais e as tradições orais, além de incentivar a leitura, a escrita e o ensino da poesia.

A celebração também destaca o diálogo entre a poesia e outras formas de arte. Versos encontram o teatro, conversam com a música, atravessam a dança e inspiram pinturas. A poesia, afinal, sempre encontrou caminhos para se reinventar e alcançar novos públicos.

Talvez por isso ela continue viva em tantos lugares: nos livros, nos palcos, nas redes sociais e até em conversas cotidianas. Um verso bem colocado pode dizer em poucas linhas aquilo que muitas vezes levaria páginas para explicar.

Vamos compartilhar mais histórias?

No fim das contas, as duas datas de março falam sobre o mesmo gesto humano: o desejo de preservar e compartilhar histórias.

De um lado estão os bibliotecários, guardiões do conhecimento acumulado ao longo do tempo. Do outro, os poetas, que continuam reinventando as palavras e oferecendo novas formas de ver o mundo.

Entre estantes e versos, março nos lembra de algo simples e poderoso: enquanto houver quem leia, escreva ou escute um poema, sempre haverá novas histórias esperando para ser descobertas. 

No Dia Mundial das ONGs, descubra um pouco mais sobre a Associação Griots

No dia 27 de fevereiro, comemoramos o Dia Mundial das ONGs (Organizações Não Governamentais), também chamadas de OSCs (Organizações da Sociedade Civil).

A data foi criada em 2014 para lembrar o importante papel dessas entidades que, pelo mundo afora, trabalham sem fins lucrativos, transformando realidades e espalhando o bem. 

A Associação Griots – Os Contadores de História é uma entidade sem fins lucrativos com mais de 20 anos de atuação, e aproveitamos essa celebração para responder algumas perguntas que recebemos com frequência sobre o nosso trabalho.

Bora lá!

O que faz a Associação Griots?

No seu dia a dia, os voluntários Griots fazem visitas principalmente em hospitais, contando histórias!

Dedicados a entreter, estimular e incentivar a leitura por meio da arte de contar histórias, esses contadores contribuem para tornar o ambiente mais acolhedor, promovendo o bem-estar de todos os envolvidos, incluindo familiares e profissionais de saúde.

Em que lugares atuamos?

Nossas equipes de voluntários começaram o ano de 2026 atuando em Campinas e Sumaré, semanalmente, nos hospitais Mário Gattinho, HC da Unicamp, Hospital da PUC, Centro Infantil Boldrini, Hospital Santa Tereza e Hospital Estadual de Sumaré. Paulínia, Hortolândia, Itapira e Indaiatuba também fazem parte dos nossos roteiros de visitas, em periodicidades maiores no momento.

Quando surgiu a Associação Griots?

A Associação Griots foi fundada em 6 de junho de 2003 por um grupo de amigos com experiência em contação de histórias, que iniciou suas atividades no setor de pediatria do Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP). Motivados a expandir o alcance do trabalho, buscaram novas pessoas interessadas, e a iniciativa cresceu até que a entidade teve seu estatuto formalizado.

O que significa o nome Griots?

Os Griots eram contadores de histórias africanos das regiões do Senegal, Gâmbia e Mali, que desempenharam papel central na preservação da cultura e da tradição por meio da palavra.

Eles viajavam pelas aldeias, contando e cantando a história ancestral dos povos visitados. Esta prática milenar antecede a escrita, e por isso os Griots eram reconhecidos como pessoas sábias, alegres e comunicativas. Durante as guerras, eram poupados pelos inimigos, pois a morte de um Griot equivalia à perda de uma biblioteca inteira.

Como se tornar um voluntário?

Anualmente, a Associação Griots realiza um treinamento para receber novos voluntários. O último aconteceu em setembro de 2025.  

Não é necessário ter experiência prévia em contação de histórias, já que essa habilidade é desenvolvida durante o próprio processo formativo. O que realmente importa é ter disponibilidade e um desejo genuíno de atuar com responsabilidade, compromisso e gentileza.

Na primeira fase do treinamento, os participantes recebem, num encontro coletivo, instruções sobre o ambiente hospitalar, contação de histórias e o trabalho na Associação Griots.  O processo inclui uma entrevista com a psicóloga da associação, e, depois, uma fase de estágio, acompanhando contadores de histórias mais experientes em visitas aos hospitais. Finalmente, num segundo encontro, os novos voluntários recebem seus jalecos amarelos – e celebram sua formatura.

Como entrar em contato?

Além do nosso site e das nossas redes sociais, é possível entrar em contato com a Associação Griots pelo WhatsApp (19) 99630-4887.

O voluntariado no dia a dia da Associação Griots

Você sabia que o Dia Internacional do Voluntário foi criado pela ONU em 1985? A data existe para lembrar o quanto os gestos de doação, cuidado e presença fazem diferença na vida das pessoas, em qualquer canto do mundo.

Desde 2003, a Associação Griots, Os Contadores de Histórias, vive exatamente isso no dia a dia. Levamos histórias para crianças, pacientes internados em hospitais e idosos em instituições. A gente acredita que brincar, sorrir, ouvir e imaginar também são formas de cuidar. E é por isso que seguimos, visita após visita, encontro após encontro, espalhando esse tipo de afeto.

Quem vive isso por dentro sabe o quanto o voluntariado transforma.

A Cáthia, por exemplo, é fisioterapeuta e chegou há pouco tempo ao grupo. O desejo de ajudar nasceu de uma experiência muito pessoal.

“Sou ex-aluna da PUCC e hoje faço meu voluntariado lá. Em fevereiro de 2023, minha mãe foi diagnosticada com um câncer no intestino. Graças a Deus ela está estabilizada, em tratamento de remissão, sem metástase, mas ainda em observação por causa de uma fístula. Acompanhei tudo de perto, fiquei internada com ela nas duas cirurgias. Foi aí que surgiu em mim essa vontade de ajudar outros pacientes, oncológicos ou não, que passam tanto tempo dentro de um hospital.”

Foi justamente em um dos retornos ao hospital, durante uma consulta da mãe, que Cáthia conheceu duas griots, Andréia João e Dalva Saudo. O encontro foi decisivo. E histórias assim se repetem o tempo todo.

As voluntárias Alcione Marques e Dalva Saudo viveram, recentemente, uma cena que ficou marcada. Elas estavam na pediatria contando uma história para uma criança quando um médico entrou para fazer o atendimento.

“Quando ele chegou, nós pensamos em parar a história, para que ele pudesse atender a menina, que ia passar por uma cirurgia. Mas ele disse: ‘terminem a história. Eu espero e faço a consulta depois’”, conta Alcione.

Dalva complementa: “Fiquei admirada com aquele médico tão humano. Ele foi muito gentil e disse à minha amiga que podia continuar contando a história. Fiquei realmente emocionada e queria agradecer a ele. Fomos atrás para descobrir o nome dele, mas não conseguimos. Tomara que essas palavras o encontrem, para ele saber que sua atitude foi muito apreciada e que é muito querido por nós.”

Pode parecer um gesto simples, mas é desses encontros que nascem pontes de humanidade. Voluntários, pacientes, famílias e profissionais de saúde se conectam de um jeito raro, bonito e verdadeiro.

É isso que move a Associação Griots há mais de vinte anos. Lembrar, todos os dias, que mesmo nos lugares mais delicados, ainda cabe leveza, ainda cabe cuidado e, sobretudo, ainda cabe esperança.

Mundo da Literatura: Prêmio Jabuti homenageia a escritora Ana Maria Machado

A literatura infantil está em festa! 

A autora Ana Maria Machado foi eleita como Personalidade Literária da 67ª edição do Prêmio Jabuti. É a Câmara Brasileira do Livro (CBL) dizendo “obrigado” a quem ajudou a formar gerações de leitores e a fortalecer a nossa cultura. E convenhamos: Ana Maria merece cada aplauso.

Autora de mais de cem livros, ela brinca com palavras como ninguém. Suas histórias são cheias de humor, lirismo e respeito pela inteligência das crianças, convidando-as a sonhar, refletir e se maravilhar com a diversidade do mundo. Mas não pense que ela escreve só para os pequenos: romances, ensaios e contos para adultos também fazem parte de sua obra.

Desde 2003, Ana Maria ocupa a Cadeira n.º 1 da Academia Brasileira de Letras. Antes de se dedicar à escrita, começou nas artes plásticas, estudando no Museu de Arte Moderna do Rio e até no MoMA, em Nova York. Exposições pelo Brasil e pelo mundo marcaram seus primeiros passos criativos. Formada em Letras, passou também por salas de aula e redações de jornal, experiências que deram ainda mais sabor e profundidade às suas histórias infantis e juvenis.

Ao longo da carreira, Ana Maria colecionou premiações de dar inveja: três vezes o Prêmio Jabuti – em 1978, com "História meio ao contrário" (Literatura Infantil); em 1997, com "Esta força estranha" (Infantojuvenil); e em 2000, com "Fiz voar meu chapéu" (Infantojuvenil) – além do Hans Christian Andersen, conhecido como o “Nobel da literatura infantil”, do Prêmio Machado de Assis da ABL e de diversos outros reconhecimentos que celebram sua influência e legado.

E se você quer entrar de cabeça na fantasia, que tal revisitar “Menina Bonita do Laço de Fita”? Um livro que continua a encantar gerações, espalhando cores, afeto e magia por onde passa. 

Pensando nisso, veja o nosso vídeo sobre essa história linda:

https://youtu.be/BkKY7ep4ptg?si=mNvnGlpQ_ska07_H