Em setembro, demos a largada para mais um período de formação de novos voluntários para a Associação Griots – Os Contadores de Histórias.
No dia 05, uma turma de amarelinhos mais experientes recebeu os novos inscritos para uma tarde de treinamento no salão de eventos do clube Fonte S. Paulo, em Campinas.
Membros da atual diretoria, Marcos Baraldi e Sonia Barbosa deram as boas-vindas ao grupo e contaram mais detalhes sobre o trabalho da Associação.
Nossa psicóloga, Josiane Lourenço, que já havia realizado entrevistas com os candidatos, dessa vez falou da importância do voluntariado e dos benefícios da contação de histórias – para quem ouve e para quem conta!
Depois, tivemos uma verdadeira aula sobre lavagem das mãos e cuidados com o ambiente hospitalar, com a Rita Oliveira, que é enfermeira e também uma das voluntárias Griots.
Por fim, a Léia Schutz deu as orientações finais sobre a nova etapa: até o próximo mês, os voluntários em treinamento fazem visitas aos hospitais, acompanhados por contadores mais experientes, para conhecer a atuação na prática!
Há crianças que pedem a mesma história todas as noites. O adulto já sabe o que vem na página seguinte, conhece a voz de cada personagem e talvez esteja cansado daquele livro. A criança, não. Ela espera pelo mesmo trecho, ri no mesmo momento e, às vezes, interrompe tudo para perguntar uma coisa que não estava na história.
É possível que o adulto tenha a impressão de que a leitura foi interrompida. Talvez seja justamente o contrário.
Quando uma criança pergunta por que o lobo está com medo ou se o menino da história também sente saudade da mãe, o livro deixa de ser apenas um livro. Vira conversa. E a conversa, para uma criança pequena, é uma das maneiras de se descobrir o mundo.
Essa experiência da leitura compartilhada está longe de fazer parte da rotina de todas as famílias brasileiras.
Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado no Brasil em parceria com uma coalizão liderada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mostra que 53% das famílias entrevistadas - no Ceará, Pará e em São Paulo - nunca leem livros para as crianças, ou fazem isso menos de uma vez por semana. Apenas 14% disseram ler de três a sete dias por semana.
A pesquisa ouviu 2.598 crianças de 4 e 5 anos em 210 escolas de 89 municípios.
O dado chama atenção não apenas pela quantidade de livros lidos, mas pelo que a leitura compartilhada representa. Ler para uma criança é apresentar palavras, histórias e personagens, mas também oferecer um tempo em que duas pessoas dividem a mesma atenção.
A pesquisa encontrou situação semelhante na contação de histórias. Para 51% das famílias, histórias que não estão nos livros nunca são contadas ou aparecem menos de uma vez por semana. Apenas 17% fazem isso de três a sete dias por semana.
Vamos fazer a nossa parte? Ler para uma criança, ou mesmo inventar e contar uma história, é diversão, emoção e boas memórias garantidas – para quem ouve e para quem lê!
Estimular o hábito da leitura, contar histórias como forma de encantar, alegrar e amenizar o sofrimento fazem parte da missão da Associação Griots – Os Contadores de Histórias! Faça parte dessa corrente você também: ler em voz alta é pura diversão!
Quanto vale uma hora do seu tempo? A resposta depende muito de para quem você decide oferecê-la.
Pois é, 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado, uma data que existe desde 1985 para lembrar daqueles que entregam tempo, conhecimento, atenção, ou carinho, por pura generosidade.
Se a gente olhar para os amarelinhos da Associação Griots – Os Contadores de Histórias, dá para ver isso bem de perto. Desde 2003, eles entram voluntariamente nos corredores dos hospitais levando muito mais do que livros e histórias: levam conversa, imaginação, sorrisos, acolhimento e, acima de tudo, escuta para quem está passando por um momento delicado.
Todo mundo pode dar sua contribuição. Veja que causa fala mais alto ao seu coração e que combina com seu estilo de vida no momento... Pode começar na associação do bairro, na escola das crianças, em uma campanha de arrecadação de agasalhos ou simplesmente sendo presença para alguém.
Aí acontece uma coisa maravilhosa: quem ajuda também acaba sendo transformado. A gente esbarra em outras realidades, conhece gente incrível e percebe que uma participação pequenininha pode encher o nosso coração de gratidão.
É por isso que o 28 de agosto não podia ser só mais uma data esquecida na folhinha do calendário. É um convite para a gente olhar para o lado e se perguntar: “O que é que eu posso fazer?”
Às vezes, a resposta é só uma hora na semana. Às vezes, é uma tarde. Ou pode ser simplesmente dar o primeiro passo. Porque, quer saber? O gesto até pode parecer pequeno, mas o abraço que ele dá no mundo é sempre muito maior do que o relógio consegue marcar.
E é isso que segue nos motivando, dia a dia, história a história, desde 2003!
Agosto é um bom mês para abrir um livro e deixar a imaginação fazer o resto. No dia 22, o calendário celebra o Folclore. No dia 24, é a vez do Dia da Infância. São datas diferentes, mas que se aproximam quando o assunto é criança, cultura e o direito de conhecer e imaginar outros mundos.
O Dia do Folclore nos leva diretamente às histórias que atravessaram gerações. O Saci, a Iara, o Curupira e tantos outros personagens continuam presentes porque foram contados, recontados e reinventados ao longo do tempo. No Brasil, a data que celebra o Dia do Folclore foi oficializada em 1965 e, desde então, tornou-se uma oportunidade para valorizar manifestações da cultura popular.
Dicas de leitura
Para entrar nesse universo, não faltam opções. O Dentro da História reuniu 13 lendas brasileiras, enquanto o Leiturinha selecionou sete histórias tradicionais. O Quindim também apresenta uma coleção de narrativas que podem ser lidas com as crianças ou usadas como ponto de partida para uma conversa sobre a cultura brasileira.
A literatura infantil oferece ainda outros caminhos. A Turma do Pererê, de Ziraldo, coloca o folclore brasileiro no centro das aventuras. Monteiro Lobato fez do Saci um dos personagens do universo do Sítio do Picapau Amarelo. Em Lá detrás daquela serra, Marco Haurélio reúne quadras, cantigas e adivinhas. Já Ângela Lago apresenta uma versão de uma conhecida narrativa popular em A festa no céu.
Também dá para trocar o papel pela tela. O projeto Turma do Folclore apresenta lendas brasileiras em vídeos, músicas e histórias curtas, aproximando personagens da cultura popular do público infantil. O conteúdo ainda abre espaço para temas como a preservação ambiental e a valorização dos povos indígenas.
Literatura desde a infância
Dois dias depois do Folclore, o Dia da Infância propõe uma reflexão que vai além das brincadeiras. Criada pelo Unicef, a data chama a atenção para os direitos das crianças e para as condições necessárias a uma infância com acesso à alimentação, moradia, educação e cultura.
Ler também faz parte desse direito. Uma história pode apresentar uma cultura desconhecida, despertar uma pergunta ou simplesmente proporcionar alguns minutos de diversão.
Neste mês, fica o convite para escolher uma história e compartilhar com uma criança o prazer de descobrir novos mundos pela leitura.
Porque algumas histórias merecem mesmo continuar a ser contadas.
Espaços que acolhem grupos de voluntários da Associação Griots, o Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hospital Mário Gatti vêm divulgando novidades.
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp inaugurou um novo salão de quimioterapia, um jardim terapêutico e o chamado “sino da vitória”. As iniciativas ampliam a capacidade de atendimento e promovem a humanização da assistência a pacientes com câncer.
As ações fazem parte de uma série de melhorias realizadas no setor de Oncologia da instituição.
Novo salão amplia capacidade de atendimento
O novo salão de quimioterapia foi inaugurado em 19 de junho e ocupa uma área de 190 metros quadrados, com capacidade para atender até 20 pacientes simultaneamente. O espaço recebeu investimentos superiores a R$ 400 mil, provenientes da Reitoria da Unicamp e de recursos próprios do hospital.
Atualmente, o HC realiza aproximadamente mil sessões de quimioterapia por mês. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade do setor de Oncologia para até 2 mil sessões mensais. A expansão busca contribuir para a redução da fila de pacientes que aguardam tratamento na região de Campinas.
Jardim terapêutico e arte transformam espaços
Além do aumento da capacidade de atendimento, o hospital investiu na transformação dos ambientes destinados aos pacientes. O jardim terapêutico, entregue em 18 de junho, ocupa uma área de 150 metros quadrados na laje do terceiro andar, próxima ao setor de Oncologia.
O espaço foi planejado com plantas nativas, arbustos e árvores de pequeno e médio porte, além de um sistema de irrigação automatizado. A proposta utiliza princípios da biofilia, conceito que busca aproximar as pessoas de elementos naturais em ambientes construídos e contribuir para tornar os espaços de saúde mais acolhedores.
A iniciativa de humanização também chegou aos ambientes internos. O corredor do setor de Oncologia recebeu um mural artístico de aproximadamente 30 metros, com temática botânica e desenhos de folhagens. Vasos e plantas também foram incorporados à decoração das áreas de atendimento.
O projeto contou com a participação do Núcleo de Voluntários do HC (NUVOHC), que atua em parceria com o hospital há 25 anos. As intervenções foram realizadas por meio de trabalho voluntário e doações, incluindo plantas e outros materiais utilizados na composição dos ambientes.
“Sino da vitória” simboliza encerramento do tratamento
Outra novidade é o “sino da vitória”, instalado no setor de Oncologia. A partir de agora, pacientes que concluírem o tratamento poderão tocar o sino como símbolo do encerramento de uma etapa e de superação.
A tradição é adotada em hospitais e centros oncológicos de diferentes países e busca transformar o momento de conclusão do tratamento em uma experiência simbólica para os pacientes.
As iniciativas integram uma proposta de transformar o hospital em um espaço que vá além do atendimento clínico. A intenção é oferecer aos pacientes ambientes mais confortáveis e acolhedores durante uma fase marcada por procedimentos prolongados e, muitas vezes, emocionalmente desgastantes.
Com as novas estruturas, o HC da Unicamp busca combinar a ampliação da capacidade de atendimento oncológico com ações voltadas ao bem-estar dos pacientes. A iniciativa também reforça a importância de projetos de humanização em ambientes hospitalares, aproximando o cuidado médico de aspectos relacionados ao conforto, à acolhida e à experiência de quem passa pelo tratamento.
Aniversário
O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti completou 52 anos no dia 14 de julho, dia do aniversário da cidade e divulgou os números de atendimento de 2025. Foram 113 mil consultas no pronto-socorro adulto, 56 mil atendimentos no pronto-socorro infantil, 44,7 mil consultas ambulatoriais, 8,9 mil consultas oncológicas, além de 6,1 mil cirurgias e 177,4 mil exames de imagem. Dentre novos projetos em andamento, está em avaliação o atendimento remoto para casos pediátricos mais simples. Por meio do WhatsApp, os responsáveis informam os sintomas da criança, recebem orientações e, quando necessário, até prescrição de medicamentos. A iniciativa está sendo realizada como teste, antes de uma implantação definitiva.
Quando entramos em um hospital, sabemos que cada criança que encontramos carrega uma história. Algumas chegam acompanhadas de um sorriso tímido, outras de medo, ansiedade ou incerteza. Nesses momentos, percebemos que cuidar de uma criança vai muito além de tratar uma doença.
É preciso ouvir, orientar, acolher e acompanhar cada etapa do crescimento. É esse trabalho que os pediatras realizam todos os dias. Por isso, em 27 de julho, quando celebramos o Dia do Pediatra, nós, da Associação Griots – Os Contadores de Histórias, prestamos nossa homenagem a esses profissionais que fazem da infância a sua missão.
Nos hospitais onde atuamos, vemos de perto como o cuidado acontece de muitas maneiras. Enquanto médicos, enfermeiros e equipes de saúde se dedicam aos tratamentos, nós chegamos com livros, músicas e histórias para tornar a experiência da hospitalização um pouco mais leve.
Às vezes, uma história contada no momento certo é capaz de arrancar um sorriso, distrair durante uma espera ou simplesmente lembrar a uma criança que ela continua sendo criança, mesmo dentro de um hospital.
Hoje, levamos nossas atividades a instituições como a Unidade Pediátrica Mário Gattinho, o Hospital de Clínicas da Unicamp, o Centro Infantil Boldrini, o Centro de Reabilitação Lucy Montoro e o Hospital Estadual de Sumaré. Em cada lugar, encontramos profissionais, famílias e crianças que nos mostram diariamente a importância de um cuidado feito com conhecimento e sensibilidade.
Celebrar o Dia do Pediatra também é reconhecer essa grande rede formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas, voluntários e familiares. Cada pessoa tem um papel fundamental para tornar o ambiente hospitalar mais humano e acolhedor.
Uma história não substitui um tratamento, mas pode transformar uma espera difícil em um momento de esperança. É essa a contribuição que buscamos levar às crianças e suas famílias: um pouco de imaginação, afeto e acolhimento em meio à rotina hospitalar.
O futuro da Pediatria em debate
Para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preparou uma programação especial com o tema "Entre a inteligência artificial e a inteligência emocional: o futuro da Pediatria".
Entre os dias 27 e 29 de julho, serão realizadas três lives sobre temas que fazem parte dos novos desafios da especialidade, como o uso da inteligência artificial na prática pediátrica, a comunicação responsável nas redes sociais e a prevenção do burnout entre os profissionais.
As transmissões poderão ser acompanhadas pelo YouTube, Facebook e pelo portal da SBP. Além disso, a entidade publicará vídeos sobre temas como adolescência, Prova de Títulos, Primeiros Socorros na Escola, defesa da Pediatria, sustentabilidade e valorização da mulher pediatra.
Você já parou para ouvir uma história dos seus avós?
E se você já é avó, ou avô, sabia que suas memórias, lembranças e ‘causos’ são verdadeiros tesouros?
Os avós não guardam apenas lembranças. Eles guardam pedaços da nossa história!
Quando uma criança escuta um avô ou uma avó contando sobre a própria vida, ela não está apenas ouvindo uma narrativa. Está aprendendo palavras novas, exercitando a imaginação, desenvolvendo a memória e entendendo como as histórias são construídas: com começo, meio, fim, personagens, sentimentos e aprendizados. É nesse encontro entre avós e netos que nasce algo muito especial: a inteligência narrativa. A criança aprende a organizar ideias, compreender emoções e perceber que cada pessoa tem uma história única para contar.
Mas talvez o mais bonito de tudo isso seja a conexão criada nesse momento e o fortalecimento dos vínculos. A presença!
Diferente de tantas atividades do dia a dia, ouvir histórias dos avós é uma experiência feita de calma, atenção e afeto. Existe espaço para perguntas, risadas, curiosidades e até para aquelas pequenas lembranças que parecem simples, mas que carregam um enorme significado.
Quando os avós contam como era a sua infância, falam dos lugares onde viveram ou lembram de pessoas importantes da família, eles ajudam as novas gerações a conhecerem suas raízes. Cada história compartilhada é uma ponte entre o passado e o presente.
E essa troca faz bem para todos. Os avós encontram alegria ao revisitar suas memórias e perceber que suas experiências continuam sendo importantes. Os netos descobrem histórias, valores e ensinamentos que não estão nos livros. As famílias fortalecem seus laços e criam novas lembranças juntos.
Na Associação Griots – Os Contadores de Histórias, acreditamos que contar histórias é um gesto de cuidado. É uma forma de manter viva a memória, valorizar as experiências de cada pessoa e mostrar que toda vida tem uma narrativa que merece ser ouvida.
Porque algumas das histórias mais importantes da nossa vida não estão escritas em livros. Elas vivem na voz de quem conta e no coração de quem escuta.
No dia 14 de julho, Campinas celebra 252 anos, e nós, do Griots – Os Contadores de Histórias, celebramos uma cidade onde ciência, cultura, saúde e conhecimento caminham juntos, e que é onde nasceu e onde se dá a maior parte do nosso trabalho.
Aqui em Campinas, grupos de voluntários da Associação Griots vistam com regularidade, atualmente espaços como o Centro Infantil Boldrini, referência no atendimento de crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue, além do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, Hospital de Clínicas da Unicamp, Unidade Pediátrica Mário Gatinho, o Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, e Hospital Santa Tereza.
Cada uma dessas instituições guarda trajetórias de dedicação, cuidado e solidariedade, construídas por profissionais, pacientes, famílias e voluntários que ajudam a formar a identidade de Campinas.
Mas uma cidade também é feita de histórias, lembranças e encontros. E poucos espaços representam tanto a preservação da memória quanto uma biblioteca.
Você conhece as bibliotecas públicas de Campinas?
A Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, no Centro, é a maior delas. Criada em 1946, reúne aproximadamente 65 mil exemplares entre livros, revistas, histórias em quadrinhos, CDs, DVDs e materiais em braille. Ao longo dos anos, tornou-se um importante espaço cultural, recebendo exposições, saraus, contações de histórias e lançamentos de livros.
Para as crianças, a Biblioteca Pública Municipal Infantil Monteiro Lobato, localizada no Bosque dos Italianos, reúne mais de 7.500 livros infantis e uma brinquedoteca, aproximando os pequenos leitores do universo da leitura.
Em Sousas, a Biblioteca Pública Distrital Guilherme de Almeida, com acervo de cerca de 18 mil volumes, promove grupos de leitura, rodas de conversa e encontros literários.
No Bonfim, a Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá preserva uma importante memória documental, com cerca de 14 mil exemplares e uma hemeroteca.
Já na Vila Padre Anchieta, a Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina reúne livros, oficinas, apresentações culturais e rodas de leitura, fortalecendo o vínculo da comunidade com a literatura.
Conta pra gente, o que você mais gosta na cidade de Campinas?
No último dia 04 de julho, a Associação Griots promoveu um encontro especial para voluntários já em atividade.
A psicóloga Josiane Lourenço, que é uma ‘griot’ há mais de 20 anos, conduziu o início do encontro, propondo reflexões e partilhas entre os participantes.
“Quando chegamos no hospital para contar histórias, encontramos as pessoas passando, geralmente, por maus momentos... Pais cansados, equipes de saúde atarefadas.. Nessa hora, o papel do contador é trazer conforto e acolhimento para quem está ali. Mas existe uma história por trás de cada contador”, comentou Josiane.
Foi assim que teve início um diálogo sincero, acolhedor, focado, desta vez, nas histórias desses voluntários. Como, em geral, os contadores se dividem em pequenos grupos para suas visitas semanais aos hospitais, oportunidades de conversar em grupos maiores são muito enriquecedoras.
“Ninguém chegou à Associação Griots por acaso. Nossas histórias moldam a forma como acolhemos as pessoas. Nos hospitais, atuamos para mostrar aos pacientes, aos familiares, que eles não estão sozinhos. E o nosso encontro, dessa vez, foi para reforçar que nenhum voluntário está sozinho”, resumiu a psicóloga ao final do encontro.
E assim, com diálogo, afeto e amizade, seguimos em frente, prontos para as próximas histórias!
A Rede Mário Gatti está apresentando uma série gratuita de videoaulas sobre primeiros socorros em suas redes sociais e no YouTube. Produzido pelo Centro de Treinamento em Primeiros Socorros do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), o material busca levar orientações confiáveis para a população.
A iniciativa parte de uma realidade concreta: em muitas emergências, quem está mais perto da vítima não é um profissional da saúde. Pode ser um familiar, um professor, um colega de trabalho ou até um desconhecido. Ter informações básicas sobre como agir até a chegada do atendimento especializado pode ajudar a evitar o agravamento do quadro e aumentar a segurança de todos os envolvidos.
As videoaulas foram pensadas para diferentes públicos, de pais e responsáveis a professores, estudantes, cuidadores e trabalhadores. A proposta é apresentar procedimentos essenciais de forma clara e acessível, sem exigir conhecimentos prévios na área da saúde.
Entre os temas já disponíveis estão parada cardiorrespiratória, desmaio, convulsão e orientações sobre o acionamento correto do Samu Campinas. Os conteúdos seguem as diretrizes da Lei Lucas e da legislação municipal relacionada à capacitação em primeiros socorros.
Ao escolher as plataformas digitais, a Rede Mário Gatti também amplia o alcance da ação. Os vídeos podem ser assistidos a qualquer momento e quantas vezes forem necessárias, transformando o aprendizado em uma ferramenta sempre disponível para consulta.
A expectativa é reunir 20 videoaulas em um acervo voltado à educação em saúde e à prevenção. Mais do que ensinar técnicas, o projeto procura estimular uma cultura de cuidado, mostrando que qualquer pessoa pode estar diante de uma situação em que conhecimento e calma fazem diferença.
Porque, quando uma emergência acontece, ninguém tem tempo para procurar respostas. O ideal é que elas já estejam aprendidas.
Recent Comments