Acompanhando notícias da saúde: novidades no HC da Unicamp e no Hospital Mário Gatti em Campinas

Espaços que acolhem grupos de voluntários da Associação Griots, o Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hospital Mário Gatti vêm divulgando novidades.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp inaugurou um novo salão de quimioterapia, um jardim terapêutico e o chamado “sino da vitória”. As iniciativas ampliam a capacidade de atendimento e promovem a humanização da assistência a pacientes com câncer.

As ações fazem parte de uma série de melhorias realizadas no setor de Oncologia da instituição.

Novo salão amplia capacidade de atendimento

O novo salão de quimioterapia foi inaugurado em 19 de junho e ocupa uma área de 190 metros quadrados, com capacidade para atender até 20 pacientes simultaneamente. O espaço recebeu investimentos superiores a R$ 400 mil, provenientes da Reitoria da Unicamp e de recursos próprios do hospital.

Atualmente, o HC realiza aproximadamente mil sessões de quimioterapia por mês. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade do setor de Oncologia para até 2 mil sessões mensais. A expansão busca contribuir para a redução da fila de pacientes que aguardam tratamento na região de Campinas.

Jardim terapêutico e arte transformam espaços

Além do aumento da capacidade de atendimento, o hospital investiu na transformação dos ambientes destinados aos pacientes. O jardim terapêutico, entregue em 18 de junho, ocupa uma área de 150 metros quadrados na laje do terceiro andar, próxima ao setor de Oncologia.

O espaço foi planejado com plantas nativas, arbustos e árvores de pequeno e médio porte, além de um sistema de irrigação automatizado. A proposta utiliza princípios da biofilia, conceito que busca aproximar as pessoas de elementos naturais em ambientes construídos e contribuir para tornar os espaços de saúde mais acolhedores.

A iniciativa de humanização também chegou aos ambientes internos. O corredor do setor de Oncologia recebeu um mural artístico de aproximadamente 30 metros, com temática botânica e desenhos de folhagens. Vasos e plantas também foram incorporados à decoração das áreas de atendimento.

O projeto contou com a participação do Núcleo de Voluntários do HC (NUVOHC), que atua em parceria com o hospital há 25 anos. As intervenções foram realizadas por meio de trabalho voluntário e doações, incluindo plantas e outros materiais utilizados na composição dos ambientes.

“Sino da vitória” simboliza encerramento do tratamento

Outra novidade é o “sino da vitória”, instalado no setor de Oncologia. A partir de agora, pacientes que concluírem o tratamento poderão tocar o sino como símbolo do encerramento de uma etapa e de superação.

A tradição é adotada em hospitais e centros oncológicos de diferentes países e busca transformar o momento de conclusão do tratamento em uma experiência simbólica para os pacientes.

As iniciativas integram uma proposta de transformar o hospital em um espaço que vá além do atendimento clínico. A intenção é oferecer aos pacientes ambientes mais confortáveis e acolhedores durante uma fase marcada por procedimentos prolongados e, muitas vezes, emocionalmente desgastantes.

Com as novas estruturas, o HC da Unicamp busca combinar a ampliação da capacidade de atendimento oncológico com ações voltadas ao bem-estar dos pacientes. A iniciativa também reforça a importância de projetos de humanização em ambientes hospitalares, aproximando o cuidado médico de aspectos relacionados ao conforto, à acolhida e à experiência de quem passa pelo tratamento.

Aniversário

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti completou 52 anos no dia 14 de julho, dia do aniversário da cidade e divulgou os números de atendimento de 2025. Foram 113 mil consultas no pronto-socorro adulto, 56 mil atendimentos no pronto-socorro infantil, 44,7 mil consultas ambulatoriais, 8,9 mil consultas oncológicas, além de 6,1 mil cirurgias e 177,4 mil exames de imagem. Dentre novos projetos em andamento, está em avaliação o atendimento remoto para casos pediátricos mais simples. Por meio do WhatsApp, os responsáveis informam os sintomas da criança, recebem orientações e, quando necessário, até prescrição de medicamentos. A iniciativa está sendo realizada como teste, antes de uma implantação definitiva.

Voluntárias Griots no Hospital da Unicamp.

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