Agosto é um bom mês para abrir um livro e deixar a imaginação fazer o resto. No dia 22, o calendário celebra o Folclore. No dia 24, é a vez do Dia da Infância. São datas diferentes, mas que se aproximam quando o assunto é criança, cultura e o direito de conhecer e imaginar outros mundos.
O Dia do Folclore nos leva diretamente às histórias que atravessaram gerações. O Saci, a Iara, o Curupira e tantos outros personagens continuam presentes porque foram contados, recontados e reinventados ao longo do tempo. No Brasil, a data que celebra o Dia do Folclore foi oficializada em 1965 e, desde então, tornou-se uma oportunidade para valorizar manifestações da cultura popular.
Dicas de leitura
Para entrar nesse universo, não faltam opções. O Dentro da História reuniu 13 lendas brasileiras, enquanto o Leiturinha selecionou sete histórias tradicionais. O Quindim também apresenta uma coleção de narrativas que podem ser lidas com as crianças ou usadas como ponto de partida para uma conversa sobre a cultura brasileira.
A literatura infantil oferece ainda outros caminhos. A Turma do Pererê, de Ziraldo, coloca o folclore brasileiro no centro das aventuras. Monteiro Lobato fez do Saci um dos personagens do universo do Sítio do Picapau Amarelo. Em Lá detrás daquela serra, Marco Haurélio reúne quadras, cantigas e adivinhas. Já Ângela Lago apresenta uma versão de uma conhecida narrativa popular em A festa no céu.
Também dá para trocar o papel pela tela. O projeto Turma do Folclore apresenta lendas brasileiras em vídeos, músicas e histórias curtas, aproximando personagens da cultura popular do público infantil. O conteúdo ainda abre espaço para temas como a preservação ambiental e a valorização dos povos indígenas.
Literatura desde a infância
Dois dias depois do Folclore, o Dia da Infância propõe uma reflexão que vai além das brincadeiras. Criada pelo Unicef, a data chama a atenção para os direitos das crianças e para as condições necessárias a uma infância com acesso à alimentação, moradia, educação e cultura.
Ler também faz parte desse direito. Uma história pode apresentar uma cultura desconhecida, despertar uma pergunta ou simplesmente proporcionar alguns minutos de diversão.
Neste mês, fica o convite para escolher uma história e compartilhar com uma criança o prazer de descobrir novos mundos pela leitura.
Porque algumas histórias merecem mesmo continuar a ser contadas.

