Ano novo e obras em domínio público

Toda virada de ano, a lista de obras em domínio público se renova. No Brasil, os direitos sobre uma obra expiram 70 anos após a morte do seu autor, começando a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Em 2026, portanto, passaram para domínio público obras de criadores que morreram no ano de 1955.

Quando uma obra entra em domínio público, ela pode ser reproduzida, adaptada e redistribuída legalmente com mais liberdade, respeitando sempre a autoria da obra original. 

E aqui vão algumas das novidades!

  • Ícone da cultura brasileira, Carmen Miranda deixou músicas e composições de sua autoria, que agora são de domínio público.
  • Os escritos do cientista Albert Einstein e do médico e bacteriologista Alexander Fleming, que descobriu a penicilina, também são de domínio público por aqui!
  • Considerado um dos principais escritores alemães do século 20, e vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1929, as obras de Thomas Mann entram em domínio público. Um dos grandes nomes da literatura alemã do século 20, Mann nasceu em Lübeck, em 1875, filho de mãe teuto-brasileira, e viveu tempos marcados por conflitos profundos. Atravessou guerras, testemunhou a ascensão do nazismo e escreveu com a sensibilidade de quem viu um mundo à beira do colapso. Tudo isso atravessa a sua obra, sem filtros ou disfarces.

Dentre suas obras mais admiradas estão livros como A Montanha Mágica, um romance que acompanha um jovem que vai passar poucos dias em um sanatório nos Alpes suíços e acaba ficando sete anos. Sete. Entre consultas, conversas intermináveis e silêncios espessos, o tempo desacelera e surgem temas enormes como a doença, a morte, o medo, a espera e uma Europa prestes a mergulhar na Primeira Guerra Mundial.

Estes são alguns exemplos, que vão ampliando o acervo de domínio público no Brasil. Muitas dessas obras você consegue consultar NESTE LINK.

Desde o ano passado, autores como Monteiro Lobato, Lewis Carroll, La Fontaine, os Irmãos Grimm, Charles Perrault e Rudyard Kipling também passaram a integrar o domínio público. Um verdadeiro baú de histórias abertas, prontas para serem lidas, recontadas, reinventadas.

No fim das contas, é tudo muito simples, quase como brincadeira de criança. Escolha uma história. Leia em voz alta. Conte para alguém. Deixe a imaginação ocupar a sala, a praça, o quarto, o ônibus, o mundo. Porque toda vez que uma história é contada, ela renasce e leva junto um pedacinho de quem decidiu contá-la.

Leave a Reply

Your email address will not be published.