Dia Nacional do Voluntariado: o valor de doar o próprio tempo

Quanto vale uma hora do seu tempo? A resposta depende muito de para quem você decide oferecê-la.

Pois é, 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado, uma data que existe desde 1985 para lembrar daqueles que entregam tempo, conhecimento, atenção, ou carinho, por pura generosidade.

Se a gente olhar para os amarelinhos da Associação Griots – Os Contadores de Histórias, dá para ver isso bem de perto. Desde 2003, eles entram voluntariamente nos corredores dos hospitais levando muito mais do que livros e histórias: levam conversa, imaginação, sorrisos, acolhimento e, acima de tudo, escuta para quem está passando por um momento delicado.

Todo mundo pode dar sua contribuição. Veja que causa fala mais alto ao seu coração e que combina com seu estilo de vida no momento... Pode começar na associação do bairro, na escola das crianças, em uma campanha de arrecadação de agasalhos ou simplesmente sendo presença para alguém. 

Aí acontece uma coisa maravilhosa: quem ajuda também acaba sendo transformado. A gente esbarra em outras realidades, conhece gente incrível e percebe que uma participação pequenininha pode encher o nosso coração de gratidão.

É por isso que o 28 de agosto não podia ser só mais uma data esquecida na folhinha do calendário. É um convite para a gente olhar para o lado e se perguntar: “O que é que eu posso fazer?”

Às vezes, a resposta é só uma hora na semana. Às vezes, é uma tarde. Ou pode ser simplesmente dar o primeiro passo. Porque, quer saber? O gesto até pode parecer pequeno, mas o abraço que ele dá no mundo é sempre muito maior do que o relógio consegue marcar.

E é isso que segue nos motivando, dia a dia, história a história, desde 2003!

Acompanhando notícias da saúde: novidades no HC da Unicamp e no Hospital Mário Gatti em Campinas

Espaços que acolhem grupos de voluntários da Associação Griots, o Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hospital Mário Gatti vêm divulgando novidades.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp inaugurou um novo salão de quimioterapia, um jardim terapêutico e o chamado “sino da vitória”. As iniciativas ampliam a capacidade de atendimento e promovem a humanização da assistência a pacientes com câncer.

As ações fazem parte de uma série de melhorias realizadas no setor de Oncologia da instituição.

Novo salão amplia capacidade de atendimento

O novo salão de quimioterapia foi inaugurado em 19 de junho e ocupa uma área de 190 metros quadrados, com capacidade para atender até 20 pacientes simultaneamente. O espaço recebeu investimentos superiores a R$ 400 mil, provenientes da Reitoria da Unicamp e de recursos próprios do hospital.

Atualmente, o HC realiza aproximadamente mil sessões de quimioterapia por mês. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade do setor de Oncologia para até 2 mil sessões mensais. A expansão busca contribuir para a redução da fila de pacientes que aguardam tratamento na região de Campinas.

Jardim terapêutico e arte transformam espaços

Além do aumento da capacidade de atendimento, o hospital investiu na transformação dos ambientes destinados aos pacientes. O jardim terapêutico, entregue em 18 de junho, ocupa uma área de 150 metros quadrados na laje do terceiro andar, próxima ao setor de Oncologia.

O espaço foi planejado com plantas nativas, arbustos e árvores de pequeno e médio porte, além de um sistema de irrigação automatizado. A proposta utiliza princípios da biofilia, conceito que busca aproximar as pessoas de elementos naturais em ambientes construídos e contribuir para tornar os espaços de saúde mais acolhedores.

A iniciativa de humanização também chegou aos ambientes internos. O corredor do setor de Oncologia recebeu um mural artístico de aproximadamente 30 metros, com temática botânica e desenhos de folhagens. Vasos e plantas também foram incorporados à decoração das áreas de atendimento.

O projeto contou com a participação do Núcleo de Voluntários do HC (NUVOHC), que atua em parceria com o hospital há 25 anos. As intervenções foram realizadas por meio de trabalho voluntário e doações, incluindo plantas e outros materiais utilizados na composição dos ambientes.

“Sino da vitória” simboliza encerramento do tratamento

Outra novidade é o “sino da vitória”, instalado no setor de Oncologia. A partir de agora, pacientes que concluírem o tratamento poderão tocar o sino como símbolo do encerramento de uma etapa e de superação.

A tradição é adotada em hospitais e centros oncológicos de diferentes países e busca transformar o momento de conclusão do tratamento em uma experiência simbólica para os pacientes.

As iniciativas integram uma proposta de transformar o hospital em um espaço que vá além do atendimento clínico. A intenção é oferecer aos pacientes ambientes mais confortáveis e acolhedores durante uma fase marcada por procedimentos prolongados e, muitas vezes, emocionalmente desgastantes.

Com as novas estruturas, o HC da Unicamp busca combinar a ampliação da capacidade de atendimento oncológico com ações voltadas ao bem-estar dos pacientes. A iniciativa também reforça a importância de projetos de humanização em ambientes hospitalares, aproximando o cuidado médico de aspectos relacionados ao conforto, à acolhida e à experiência de quem passa pelo tratamento.

Aniversário

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti completou 52 anos no dia 14 de julho, dia do aniversário da cidade e divulgou os números de atendimento de 2025. Foram 113 mil consultas no pronto-socorro adulto, 56 mil atendimentos no pronto-socorro infantil, 44,7 mil consultas ambulatoriais, 8,9 mil consultas oncológicas, além de 6,1 mil cirurgias e 177,4 mil exames de imagem. Dentre novos projetos em andamento, está em avaliação o atendimento remoto para casos pediátricos mais simples. Por meio do WhatsApp, os responsáveis informam os sintomas da criança, recebem orientações e, quando necessário, até prescrição de medicamentos. A iniciativa está sendo realizada como teste, antes de uma implantação definitiva.

Voluntárias Griots no Hospital da Unicamp.

Dia do Pediatra: histórias de quem cuida da infância

Quando entramos em um hospital, sabemos que cada criança que encontramos carrega uma história. Algumas chegam acompanhadas de um sorriso tímido, outras de medo, ansiedade ou incerteza. Nesses momentos, percebemos que cuidar de uma criança vai muito além de tratar uma doença.

É preciso ouvir, orientar, acolher e acompanhar cada etapa do crescimento. É esse trabalho que os pediatras realizam todos os dias. Por isso, em 27 de julho, quando celebramos o Dia do Pediatra, nós, da Associação Griots – Os Contadores de Histórias, prestamos nossa homenagem a esses profissionais que fazem da infância a sua missão.

Nos hospitais onde atuamos, vemos de perto como o cuidado acontece de muitas maneiras. Enquanto médicos, enfermeiros e equipes de saúde se dedicam aos tratamentos, nós chegamos com livros, músicas e histórias para tornar a experiência da hospitalização um pouco mais leve.

Às vezes, uma história contada no momento certo é capaz de arrancar um sorriso, distrair durante uma espera ou simplesmente lembrar a uma criança que ela continua sendo criança, mesmo dentro de um hospital.

Hoje, levamos nossas atividades a instituições como a Unidade Pediátrica Mário Gattinho, o Hospital de Clínicas da Unicamp, o Centro Infantil Boldrini, o Centro de Reabilitação Lucy Montoro e o Hospital Estadual de Sumaré. Em cada lugar, encontramos profissionais, famílias e crianças que nos mostram diariamente a importância de um cuidado feito com conhecimento e sensibilidade.

Celebrar o Dia do Pediatra também é reconhecer essa grande rede formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas, voluntários e familiares. Cada pessoa tem um papel fundamental para tornar o ambiente hospitalar mais humano e acolhedor.

Uma história não substitui um tratamento, mas pode transformar uma espera difícil em um momento de esperança. É essa a contribuição que buscamos levar às crianças e suas famílias: um pouco de imaginação, afeto e acolhimento em meio à rotina hospitalar.

O futuro da Pediatria em debate

Para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preparou uma programação especial com o tema "Entre a inteligência artificial e a inteligência emocional: o futuro da Pediatria".

Entre os dias 27 e 29 de julho, serão realizadas três lives sobre temas que fazem parte dos novos desafios da especialidade, como o uso da inteligência artificial na prática pediátrica, a comunicação responsável nas redes sociais e a prevenção do burnout entre os profissionais.

As transmissões poderão ser acompanhadas pelo YouTube, Facebook e pelo portal da SBP. Além disso, a entidade publicará vídeos sobre temas como adolescência, Prova de Títulos, Primeiros Socorros na Escola, defesa da Pediatria, sustentabilidade e valorização da mulher pediatra.

Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Campinas completa 252 anos: uma cidade contada pelas histórias, pelos cuidados e pelos livros

No dia 14 de julho, Campinas celebra 252 anos, e nós, do Griots – Os Contadores de Histórias, celebramos uma cidade onde ciência, cultura, saúde e conhecimento caminham juntos, e que é onde nasceu e onde se dá a maior parte do nosso trabalho.

Aqui em Campinas, grupos de voluntários da Associação Griots vistam com regularidade, atualmente espaços como o Centro Infantil Boldrini, referência no atendimento de crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue, além do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, Hospital de Clínicas da Unicamp, Unidade Pediátrica Mário Gatinho, o Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, e Hospital Santa Tereza.

Cada uma dessas instituições guarda trajetórias de dedicação, cuidado e solidariedade, construídas por profissionais, pacientes, famílias e voluntários que ajudam a formar a identidade de Campinas.

Mas uma cidade também é feita de histórias, lembranças e encontros. E poucos espaços representam tanto a preservação da memória quanto uma biblioteca.

Você conhece as bibliotecas públicas de Campinas?

A Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, no Centro, é a maior delas. Criada em 1946, reúne aproximadamente 65 mil exemplares entre livros, revistas, histórias em quadrinhos, CDs, DVDs e materiais em braille. Ao longo dos anos, tornou-se um importante espaço cultural, recebendo exposições, saraus, contações de histórias e lançamentos de livros.

Para as crianças, a Biblioteca Pública Municipal Infantil Monteiro Lobato, localizada no Bosque dos Italianos, reúne mais de 7.500 livros infantis e uma brinquedoteca, aproximando os pequenos leitores do universo da leitura.

Em Sousas, a Biblioteca Pública Distrital Guilherme de Almeida, com acervo de cerca de 18 mil volumes, promove grupos de leitura, rodas de conversa e encontros literários. 

No Bonfim, a Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá preserva uma importante memória documental, com cerca de 14 mil exemplares e uma hemeroteca.

Já na Vila Padre Anchieta, a Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina reúne livros, oficinas, apresentações culturais e rodas de leitura, fortalecendo o vínculo da comunidade com a literatura.

Conta pra gente, o que você mais gosta na cidade de Campinas?

Formação de voluntários: “O coração da escuta e do acolhimento”

No último dia 04 de julho, a Associação Griots promoveu um encontro especial para voluntários já em atividade. 

A psicóloga Josiane Lourenço, que é uma ‘griot’ há mais de 20 anos, conduziu o início do encontro, propondo reflexões e partilhas entre os participantes.

Quando chegamos no hospital para contar histórias, encontramos as pessoas passando, geralmente, por maus momentos... Pais cansados, equipes de saúde atarefadas.. Nessa hora, o papel do contador é trazer conforto e acolhimento para quem está ali. Mas existe uma história por trás de cada contador”, comentou Josiane.

Foi assim que teve início um diálogo sincero, acolhedor, focado, desta vez, nas histórias desses voluntários. Como, em geral, os contadores se dividem em pequenos grupos para suas visitas semanais aos hospitais, oportunidades de conversar em grupos maiores são muito enriquecedoras.

Ninguém chegou à Associação Griots por acaso. Nossas histórias moldam a forma como acolhemos as pessoas. Nos hospitais, atuamos para mostrar aos pacientes, aos familiares, que eles não estão sozinhos. E o nosso encontro, dessa vez, foi para reforçar que nenhum voluntário está sozinho”, resumiu a psicóloga ao final do encontro.

E assim, com diálogo, afeto e amizade, seguimos em frente, prontos para as próximas histórias!

Conhecimento que salva vidas: Rede Mário Gatti  aposta em videoaulas para ensinar primeiros socorros à população

A Rede Mário Gatti está apresentando uma série gratuita de videoaulas sobre primeiros socorros em suas redes sociais e no YouTube. Produzido pelo Centro de Treinamento em Primeiros Socorros do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), o material busca levar orientações confiáveis para a população.

A iniciativa parte de uma realidade concreta: em muitas emergências, quem está mais perto da vítima não é um profissional da saúde. Pode ser um familiar, um professor, um colega de trabalho ou até um desconhecido. Ter informações básicas sobre como agir até a chegada do atendimento especializado pode ajudar a evitar o agravamento do quadro e aumentar a segurança de todos os envolvidos.

As videoaulas foram pensadas para diferentes públicos, de pais e responsáveis a professores, estudantes, cuidadores e trabalhadores. A proposta é apresentar procedimentos essenciais de forma clara e acessível, sem exigir conhecimentos prévios na área da saúde.

Entre os temas já disponíveis estão parada cardiorrespiratória, desmaio, convulsão e orientações sobre o acionamento correto do Samu Campinas. Os conteúdos seguem as diretrizes da Lei Lucas e da legislação municipal relacionada à capacitação em primeiros socorros.

Ao escolher as plataformas digitais, a Rede Mário Gatti também amplia o alcance da ação. Os vídeos podem ser assistidos a qualquer momento e quantas vezes forem necessárias, transformando o aprendizado em uma ferramenta sempre disponível para consulta.

A expectativa é reunir 20 videoaulas em um acervo voltado à educação em saúde e à prevenção. Mais do que ensinar técnicas, o projeto procura estimular uma cultura de cuidado, mostrando que qualquer pessoa pode estar diante de uma situação em que conhecimento e calma fazem diferença.

Porque, quando uma emergência acontece, ninguém tem tempo para procurar respostas. O ideal é que elas já estejam aprendidas.

Quer aprender mais? Confira as videoaulas aqui.

Parabéns, Griots!

No dia 6 de junho, a Associação Griots – Os Contadores de Histórias completa mais um ano de existência. Para nós, que fazemos parte dessa caminhada, a data não é apenas um marco no calendário, mas um lembrete de tudo o que construímos desde 2003.

Quando entramos nesse trabalho como voluntários, imaginávamos que levaríamos histórias. Com o tempo, percebemos que também somos atravessados por elas. Cada visita nos transforma de algum modo.

Nos hospitais da Região Metropolitana de Campinas, levamos livros, vozes e presença. Em meio a corredores, quartos e rotinas delicadas, as histórias criam pequenas pausas. Por alguns instantes, o ambiente muda, e crianças, familiares e profissionais de saúde encontram um respiro diferente no dia.

Nos lares de idosos, essa experiência se amplia. Muitas vezes, não sabemos se contamos ou se escutamos mais. As narrativas se entrelaçam com as memórias de quem nos recebe, e o encontro ganha um sentido que vai além da visita; é partilha de vida.

Sempre é bom reforçar: a Associação Griots é uma entidade sem fins lucrativos, formada por voluntários, que fazem visitas regulares a hospitais para contação de histórias.

Mas, vira e mexe, você pode encontrar os ‘amarelinhos’ (apelido carinhoso porque os jalecos dos voluntários são amarelos), em eventos fora da rotina, previamente combinados, em parcerias que vão se fortalecendo com o tempo.

As últimas semanas foram cheias de bons exemplos! 

Em 22 de maio, estivemos no Educandário Eurípedes – Creche Mãe Luiza, em uma ação com cerca de 150 crianças, dentro da programação do Dia dos Voluntários Telefônica (DVT), promovido pela Fundação Telefônica Vivo. Foi um dia de muita energia, em que a espontaneidade das crianças conduziu o ritmo de tudo.

Em 27 de maio, participamos da Semana Mundial do Brincar no Hospital Mário Gattinho. Um espaço que já conhecemos bem, mas que naquele dia ganhou uma leveza particular, como se o brincar abrisse frestas no cotidiano hospitalar.

E, em 30 de maio, estivemos no Recanto dos Idosos, em Hortolândia. Mais uma vez, as histórias circularam entre idades, experiências e silêncios, criando encontros que permanecem para além do momento da visita.

Mais um aniversário, desejando sempre que hajam muitos e muitos pela frente!

Fevereiro reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil

Fevereiro chega com duas datas que pedem pausa, atenção e cuidado. No dia 4, o Dia Mundial do Câncer lembrava que a doença não é apenas um tema médico, mas uma questão social, humana e coletiva. A data, promovida pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), convida governos, instituições e pessoas comuns a falar mais sobre o assunto, buscar informação e agir.

No dia 15 de fevereiro, o calendário da saúde marca o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, criado em 2002 pela Childhood Cancer International. O objetivo é reforçar a importância da atenção aos sinais e sintomas, mas também demonstrar apoio às crianças, aos adolescentes e às famílias que enfrentam uma rotina marcada por consultas, exames e uma coragem que nem sempre aparece nas estatísticas.

Os números ajudam a dimensionar o desafio. No Brasil, o câncer é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No mundo, de acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), estima-se que, todos os anos, cerca de 215 mil casos sejam diagnosticados em crianças com menos de 15 anos e outros 85 mil em adolescentes entre 15 e 19 anos.

Boldrini

Em Campinas, esses dados ganham outro sentido quando encontram instituições que transformam estatísticas em histórias de superação. O Centro Infantil Boldrini, que recentemente completou 48 anos de atividades, é um desses lugares onde o medo encontra resposta. Em quase cinco décadas, mais de 31 mil pacientes com câncer foram atendidos. Se, no início, o índice de cura era de apenas 5%, hoje chega a 80%, patamar comparável aos melhores centros do mundo.

Por trás desses resultados estão a estrutura, a pesquisa e, principalmente, as pessoas. O Boldrini conta com 40 consultórios especializados, laboratórios com 12 linhas de pesquisa em andamento, parcerias nacionais e internacionais e um verdadeiro “time do bem”, formado por mais de 500 voluntários. Eles atuam em diversas frentes, como acompanhamento escolar, ludoteca, terapias complementares, recreação, artes e muito mais, sempre com carinho e dedicação.

O cuidado não para por aí 

O cuidado se estende também à Rede Lucy Montoro, que desenvolve programas específicos de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras. O trabalho é realizado por equipes multidisciplinares, que reúnem médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, educadores físicos e fonoaudiólogos, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

É nesse caminho que entra a nossa associação, que também integra o grupo de voluntários do Hospital Boldrini. Nossos amarelinhos visitam os leitos e a brinquedoteca do hospital, além da ludoteca do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, levando suas principais ferramentas de trabalho: histórias, fantasia, sorrisos, leveza e muita alegria.

Para nós, é uma felicidade enorme poder estar presente e contribuir. Porque, em um mês marcado por alertas e conscientização, falar também de afeto, imaginação e esperança faz toda a diferença.

2025: um ano inteiro de histórias, sorrisos e encontros inesquecíveis

Se fecharmos os olhos e lembrarmos de 2025, é impossível não sentir um quentinho no peito. Cada voluntário, com toda certeza, guarda consigo boas lembranças dos encontros vividos. Entre hospitais, lares e centros de reabilitação, a magia de contar histórias se espalhou para valer através dos Griots!

Um pouquinho por semana, leito a leito, de sorriso em sorriso, cada voluntário fez a sua parte e, juntos, conseguimos realizar em torno de 500 atendimentos hospitalares por mês, ao longo de 2025.

A maior parte da nossa atuação no ano passado se deu em Campinas. Só no Hospital Santa Tereza, por exemplo, foram cerca de 1000 atendimentos! No Hospital Celso Pierro, da PUC, 859 encontros geraram memórias que continuarão a aquecer o coração de crianças, famílias e voluntários. Centro Infantil Boldrini, Centro de Reabilitação Lucy Montoro e Hospital Mário Gatti (Mário Gattinho) também foram locais visitados regularmente pela nossa equipe em 2025. Em Sumaré, várias equipes mobilizadas criaram uma rotina robusta de visitas no Hospital Estadual de Sumaré e conseguiram realizar mais de 1700 atendimentos por lá.

Mas o ano também teve muitas visitas especiais, como ao Hospital da Unimed e Lar dos Velhinhos de Campinas, além do Lar de Idosos em Hortolândia e a participação em eventos, como Abril Azul em Sumaré e Hortolândia, que nos permitiram levar o trabalho a mais de 2500 pessoas.

A presença no ambiente digital também nos impulsiona a chegar mais longe. Pelo site, Facebook, Instagram e YouTube, alcançamos mais 31 mil pessoas ao longo do ano, tentando espalhar esperança e alegria através da leitura e da contação de histórias, afinal, contar histórias não é apenas entreter. É um caminho para fortalecer vínculos, ajudar a enfrentar desafios e transformar simples encontros em memórias inesquecíveis. É perceber que mesmo nos dias mais difíceis, um sorriso ou um momento de atenção pode mudar o mundo de alguém, mesmo que por alguns instantes.

Expressamos a nossa mais profunda gratidão a todos que nos receberam, nos ouviram e se deixaram envolver pelas narrativas. O trabalho continua e seguimos muito felizes para mais um ano de encontros, aventuras e histórias compartilhadas. Que 2026 seja repleto de risadas, aprendizados, novas amizades e infinitos momentos de felicidade, porque felicidade compartilhada é felicidade multiplicada e histórias bem contadas têm o poder de tocar corações, unir gerações e transformar o dia a dia em magia.

Janeiro Branco: um convite ao cuidado com a saúde mental

Janeiro chega e, junto com ele, aquela sensação de recomeço. Planos novos, promessas guardadas na gaveta, listas que começam cheias de entusiasmo. Mas, desde 2014, esse mês ganhou também um outro significado. Janeiro virou um convite para ir com mais calma, respirar fundo e prestar atenção em algo que muitas vezes fica em segundo plano: a nossa saúde mental.

Em 2026, essa conversa se torna ainda mais necessária. Cuidar da saúde mental não é tarefa individual nem responsabilidade de um único mês. É um compromisso coletivo, que envolve pessoas, famílias, instituições e toda a sociedade. O tema deste ano, PAZ · EQUILÍBRIO · SAÚDE MENTAL, nos lembra que talvez seja hora de desacelerar um pouco, organizar melhor as emoções e cultivar relações mais gentis. Saúde mental não é privilégio. É base. É o que sustenta uma vida com mais sentido, bem-estar e qualidade.

E vamos combinar, falar sobre isso faz toda a diferença. Abrir espaço para o diálogo, sem medo e sem preconceito, é um passo importante. Mais do que vestir uma cor ou lembrar do tema em janeiro, o desafio é levar esse cuidado para o dia a dia. Afinal, a mente não entende de campanhas. Ela está com a gente em todas as escolhas, em todas as relações, o ano inteiro.

O cuidado não termina em janeiro

É aí que entra o Movimento 365, proposto pela Unimed Campinas, trazendo uma ideia simples e poderosa. Cuidar da saúde precisa ser um exercício contínuo. Corpo, mente e vida social caminham juntos, e pequenas atitudes diárias fazem uma grande diferença. Informação, prevenção e acolhimento não têm data marcada no calendário.

Desde 2019, o selo 365 acompanha as campanhas de conscientização da Unimed Campinas e se tornou um símbolo desse olhar mais amplo e responsável sobre a saúde. A mensagem é direta e possível. Cuidar de si, buscar ajuda quando for preciso e entender que o bem-estar se constrói um dia de cada vez.

A Unimed Campinas é uma das principais patrocinadoras e incentivadoras do nosso projeto. Graças a esse apoio, conseguimos levar mais histórias, reflexões e informação para diferentes lugares. 

Neste Janeiro Branco, o convite está feito. Que a paz, o equilíbrio e a saúde mental não fiquem só no discurso, mas façam parte da nossa rotina, todos os dias do ano.