Entre estantes e versos, março celebra a leitura!

No calendário do mês de março, duas datas especiais ganham nossas atenções: o Dia do Bibliotecário, celebrado em 12 de março, e o Dia Mundial da Poesia, em 21 de março.

A primeira data nos lembra de uma figura que quase todo mundo já encontrou, principalmente na escola. O bibliotecário é, muitas vezes, aquela pessoa que circula entre estantes cheias de histórias, em um espaço onde o silêncio é regra, mas a imaginação está liberada para fazer um barulho enorme.

O Dia do Bibliotecário celebra profissionais cuja importância vai muito além de manter uma biblioteca em ordem. São eles que ajudam leitores a encontrar caminhos entre livros, orientam pesquisas e incentivam a curiosidade. Em muitos casos, foi um bibliotecário quem nos ensinou a cuidar dos livros, a respeitar o espaço da leitura e a perceber que cada obra pode abrir portas para novos mundos.

Mas o trabalho desses profissionais não se limita às prateleiras. O bibliotecário atua no gerenciamento de bibliotecas e sistemas de informação, realizando atividades como catalogação e indexação de documentos, manutenção de bases de dados e consultoria informacional. Em outras palavras, são verdadeiros mediadores entre o conhecimento e quem deseja encontrá-lo.

Dando voz as palavras 

Se no dia 12 celebramos quem protege e organiza as palavras, no dia 21 celebramos quem as transforma em arte.

O Dia Mundial da Poesia foi criado pela UNESCO em 1999, durante a sua 30ª Conferência Geral realizada em Paris. O objetivo era reconhecer a poesia como uma das formas mais preciosas de expressão cultural e linguística da humanidade.

Mais do que celebrar versos, a data também busca incentivar a diversidade linguística. A poesia tem uma capacidade única de dar voz a idiomas e tradições culturais que, muitas vezes, correm risco de desaparecer. Um poema pode ser breve, mas carrega dentro de si uma língua inteira, memórias coletivas e diferentes formas de olhar o mundo.

O dia 21 de março tornou-se, assim, um convite global para celebrar a poesia. É uma oportunidade para homenagear poetas, valorizar os recitais e as tradições orais, além de incentivar a leitura, a escrita e o ensino da poesia.

A celebração também destaca o diálogo entre a poesia e outras formas de arte. Versos encontram o teatro, conversam com a música, atravessam a dança e inspiram pinturas. A poesia, afinal, sempre encontrou caminhos para se reinventar e alcançar novos públicos.

Talvez por isso ela continue viva em tantos lugares: nos livros, nos palcos, nas redes sociais e até em conversas cotidianas. Um verso bem colocado pode dizer em poucas linhas aquilo que muitas vezes levaria páginas para explicar.

Vamos compartilhar mais histórias?

No fim das contas, as duas datas de março falam sobre o mesmo gesto humano: o desejo de preservar e compartilhar histórias.

De um lado estão os bibliotecários, guardiões do conhecimento acumulado ao longo do tempo. Do outro, os poetas, que continuam reinventando as palavras e oferecendo novas formas de ver o mundo.

Entre estantes e versos, março nos lembra de algo simples e poderoso: enquanto houver quem leia, escreva ou escute um poema, sempre haverá novas histórias esperando para ser descobertas. 

2025 provou que ler nunca é demais

O ano que passou deixou boas novas para 2026. O varejo de livros no Brasil cresceu em comparação com o ano anterior. Foram 60,33 milhões de livros vendidos em 2025, contra quase 56 milhões de unidades em 2024. Um avanço e tanto, não é?

Entre esses livros, a ficção foi a estrela, respondendo por quase 30% do faturamento. A não ficção, que geralmente inclui livros sobre fatos reais, pessoas e eventos verídicos, também se destacou, com 28,61%. Os livros infantis, juvenis e educacionais, que são os nossos favoritos, representaram 23,23%, e os mais especializados, 18,59%. Cada leitor encontrou seu livro, do romance ao didático, do clássico infantil ao guia de estudo.

Esses dados vêm do Painel do Varejo de Livros no Brasil, pesquisa feita pela Nielsen Book e divulgada pelo SNEL, que acompanha as vendas das principais livrarias e supermercados do país.

Mas nem tudo é festa. A leitura entre os brasileiros vem diminuindo aos poucos. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, em 2024, 93,4 milhões de brasileiros disseram ter lido pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. Em 2015, eram 104,7 milhões. Proporcionalmente, o número de pessoas que lê caiu de 56% para 46% da população acima de cinco anos.

O estudo também mostra que ler não acontece sozinho, ele precisa de um empurrãozinho do mundo ao redor. Entre crianças e adolescentes, quem mais dá esse incentivo são a escola e os professores, com as mães logo atrás. Já entre os mais velhos, os amigos entram em cena, mostrando que a leitura também é uma aventura que se compartilha.

Bora seguir compartilhando boas histórias?

HC da Unicamp e Hospital Estadual de Sumaré entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil

O ano começou com aquele sorriso que aquece o coração. Sabe quando a gente recebe uma boa notícia e dá vontade de contar para todo mundo? Pois é assim que estamos a celebrar: alguns dos hospitais por onde os nossos amarelinhos espalham histórias e carinho começaram o ano em grande estilo.

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, e o Hospital Estadual de Sumaré entraram para a lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O estudo que fez essa seleção foi organizado por instituições como o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde, o Instituto Ética Saúde e os conselhos nacionais dos Secretários de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde. 

Só entraram na lista hospitais que atendem exclusivamente pelo SUS, com mais de cinquenta leitos e produção registada no Ministério da Saúde. Foram analisados critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade, leitos de UTI e tempo médio de internação. Tudo isso para garantir que o cuidado não seja só bem-intencionado, mas também eficiente e responsável.

A lista, por enquanto, traz lista de 100 hospitais - 30% deles estão no estado de São Paulo. E a história não acaba aqui. Em maio, vem a próxima etapa, quando serão anunciados os dez melhores hospitais públicos do Brasil. Para isso, entram em cena outros pontos importantes, como a satisfação dos pacientes, o nível de acreditação, as práticas de compliance e a forma como os recursos são utilizados.

O HC da Unicamp e Hospital Estadual de Sumaré sempre acolheram muito bem nossos voluntários e vê-los nessa lista é uma alegria imensa. Nossos parabéns e muito obrigado a quem sempre nos abriu as portas e que seguem provando que excelência também se constrói com afeto, empatia e histórias bem contadas.

Quer conferir a lista completa? Clique aqui!

Ler em casa, ler com carinho: por que cada página vira um passo na alfabetização

Aprender a ler é um momento muito especial na vida de toda criança, mas um grande desafio também.

No Brasil, em 2024, segundo o Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação, 59,2% das crianças da rede pública sabiam ler e escrever até o fim do 2º ano do ensino fundamental. A meta era 60%. Mais da metade dos 5312 municípios avaliados melhorou seus números em relação a 2023, e o Ceará se destacou, com 85,3% das crianças alfabetizadas, bem acima da meta prevista para 2030. 

Contar histórias, como fazem os voluntários da Associação Griots, é uma boa dica para quem quer se engajar nessa missão, afinal, aprender a ler não acontece só na escola. Pais, avós e família podem ajudar: em casa, no colo, na conversa, nas histórias que contamos e ouvimos. A leitura em família, além de um momento de conexão especial, é uma verdadeira mágica que estimula a curiosidade, a criatividade e o amor pelas palavras. 

E tem mais! Ler junto ajuda no desenvolvimento da fala, do vocabulário, da concentração e até da empatia, porque as histórias nos levam a conhecer outros mundos, pessoas e sentimentos. Além disso, esse momento cria laços afetivos e faz a criança se sentir segura e valorizada.

Não é preciso ter livros caros ou grandes bibliotecas. Uma história contada, um livro emprestado, um gibi na mão ou uma conversa sobre o que foi lido já fazem toda a diferença. É um convite para brincar com a imaginação, fazer perguntas, sonhar e aprender ao mesmo tempo.

Também vale lembrar que, em tempos digitais, o olho no olho e a voz que lê ganham ainda mais valor. O contato humano é o que torna a experiência da leitura especial e inesquecível. E o exemplo! Quando a criança vê os adultos lendo, ela aprende naturalmente que livros são grandes companheiros. 

Histórias para celebrar o folclore brasileiro

O Dia do Folclore, comemorado em 22 de agosto, é como uma festa mágica que celebra tudo o que é colorido, divertido e encantador na cultura de um país. 

É o momento em que as lendas, músicas, danças e histórias saem dos livros e das memórias para ganhar vida, mostrando como as tradições populares são importantes e cheias de significado. A Unesco, sabendo bem disso, cuida do folclore como se fosse um tesouro precioso, protegendo-o como Patrimônio Cultural Imaterial.

Aqui no Brasil, essa celebração foi oficializada no dia 17 de agosto de 1965, e de lá para cá, todo ano, essa data é um convite para mergulhar nas histórias e costumes que fazem do nosso país um lugar tão cheio de vida e imaginação.

Imagine um grande baile onde danças como o frevo, o maracatu e o forró se encontram para fazer todo mundo se mexer. A Festa Junina, com suas bandeirinhas coloridas e músicas animadas, é a rainha desse baile, trazendo alegria para todas as idades. E, claro, não podemos esquecer dos personagens que habitam esse mundo encantado do folclore brasileiro. O saci, com seu gorro vermelho, o curupira, com seus pés virados, a Iara, que canta nas águas, e o misterioso boitatá, todos se juntam para contar histórias que fazem os olhos brilhar de curiosidade.

O folclore brasileiro é muito rico, e nos nossos canais do YouTube e do podcast, você pode conferir algumas histórias sobre personagens do nosso folclore, que nos acompanham desde a infância.

Assista aqui a um vídeo especial onde nossa Amarelinha, Lilían Guedes, conta a lenda do Curupira:

https://www.youtube.com/watch?v=qHn7bQ62PzE&list=PLt_1waDMZAoWi4gxY8nqSnXSWGbCFfxvO&index=23

Vale também rever nossa live especial de 2020 sobre o mês do folclore:

https://www.youtube.com/watch?v=sG14f__zahk

Para quem gosta de podcasts!

Ouça aqui: O Lobisomem

E aqui, O Saci.