Fevereiro reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil

Fevereiro chega com duas datas que pedem pausa, atenção e cuidado. No dia 4, o Dia Mundial do Câncer lembrava que a doença não é apenas um tema médico, mas uma questão social, humana e coletiva. A data, promovida pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), convida governos, instituições e pessoas comuns a falar mais sobre o assunto, buscar informação e agir.

No dia 15 de fevereiro, o calendário da saúde marca o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, criado em 2002 pela Childhood Cancer International. O objetivo é reforçar a importância da atenção aos sinais e sintomas, mas também demonstrar apoio às crianças, aos adolescentes e às famílias que enfrentam uma rotina marcada por consultas, exames e uma coragem que nem sempre aparece nas estatísticas.

Os números ajudam a dimensionar o desafio. No Brasil, o câncer é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No mundo, de acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), estima-se que, todos os anos, cerca de 215 mil casos sejam diagnosticados em crianças com menos de 15 anos e outros 85 mil em adolescentes entre 15 e 19 anos.

Boldrini

Em Campinas, esses dados ganham outro sentido quando encontram instituições que transformam estatísticas em histórias de superação. O Centro Infantil Boldrini, que recentemente completou 48 anos de atividades, é um desses lugares onde o medo encontra resposta. Em quase cinco décadas, mais de 31 mil pacientes com câncer foram atendidos. Se, no início, o índice de cura era de apenas 5%, hoje chega a 80%, patamar comparável aos melhores centros do mundo.

Por trás desses resultados estão a estrutura, a pesquisa e, principalmente, as pessoas. O Boldrini conta com 40 consultórios especializados, laboratórios com 12 linhas de pesquisa em andamento, parcerias nacionais e internacionais e um verdadeiro “time do bem”, formado por mais de 500 voluntários. Eles atuam em diversas frentes, como acompanhamento escolar, ludoteca, terapias complementares, recreação, artes e muito mais, sempre com carinho e dedicação.

O cuidado não para por aí 

O cuidado se estende também à Rede Lucy Montoro, que desenvolve programas específicos de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras. O trabalho é realizado por equipes multidisciplinares, que reúnem médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, educadores físicos e fonoaudiólogos, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

É nesse caminho que entra a nossa associação, que também integra o grupo de voluntários do Hospital Boldrini. Nossos amarelinhos visitam os leitos e a brinquedoteca do hospital, além da ludoteca do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, levando suas principais ferramentas de trabalho: histórias, fantasia, sorrisos, leveza e muita alegria.

Para nós, é uma felicidade enorme poder estar presente e contribuir. Porque, em um mês marcado por alertas e conscientização, falar também de afeto, imaginação e esperança faz toda a diferença.

2025: um ano inteiro de histórias, sorrisos e encontros inesquecíveis

Se fecharmos os olhos e lembrarmos de 2025, é impossível não sentir um quentinho no peito. Cada voluntário, com toda certeza, guarda consigo boas lembranças dos encontros vividos. Entre hospitais, lares e centros de reabilitação, a magia de contar histórias se espalhou para valer através dos Griots!

Um pouquinho por semana, leito a leito, de sorriso em sorriso, cada voluntário fez a sua parte e, juntos, conseguimos realizar em torno de 500 atendimentos hospitalares por mês, ao longo de 2025.

A maior parte da nossa atuação no ano passado se deu em Campinas. Só no Hospital Santa Tereza, por exemplo, foram cerca de 1000 atendimentos! No Hospital Celso Pierro, da PUC, 859 encontros geraram memórias que continuarão a aquecer o coração de crianças, famílias e voluntários. Centro Infantil Boldrini, Centro de Reabilitação Lucy Montoro e Hospital Mário Gatti (Mário Gattinho) também foram locais visitados regularmente pela nossa equipe em 2025. Em Sumaré, várias equipes mobilizadas criaram uma rotina robusta de visitas no Hospital Estadual de Sumaré e conseguiram realizar mais de 1700 atendimentos por lá.

Mas o ano também teve muitas visitas especiais, como ao Hospital da Unimed e Lar dos Velhinhos de Campinas, além do Lar de Idosos em Hortolândia e a participação em eventos, como Abril Azul em Sumaré e Hortolândia, que nos permitiram levar o trabalho a mais de 2500 pessoas.

A presença no ambiente digital também nos impulsiona a chegar mais longe. Pelo site, Facebook, Instagram e YouTube, alcançamos mais 31 mil pessoas ao longo do ano, tentando espalhar esperança e alegria através da leitura e da contação de histórias, afinal, contar histórias não é apenas entreter. É um caminho para fortalecer vínculos, ajudar a enfrentar desafios e transformar simples encontros em memórias inesquecíveis. É perceber que mesmo nos dias mais difíceis, um sorriso ou um momento de atenção pode mudar o mundo de alguém, mesmo que por alguns instantes.

Expressamos a nossa mais profunda gratidão a todos que nos receberam, nos ouviram e se deixaram envolver pelas narrativas. O trabalho continua e seguimos muito felizes para mais um ano de encontros, aventuras e histórias compartilhadas. Que 2026 seja repleto de risadas, aprendizados, novas amizades e infinitos momentos de felicidade, porque felicidade compartilhada é felicidade multiplicada e histórias bem contadas têm o poder de tocar corações, unir gerações e transformar o dia a dia em magia.

Janeiro Branco: um convite ao cuidado com a saúde mental

Janeiro chega e, junto com ele, aquela sensação de recomeço. Planos novos, promessas guardadas na gaveta, listas que começam cheias de entusiasmo. Mas, desde 2014, esse mês ganhou também um outro significado. Janeiro virou um convite para ir com mais calma, respirar fundo e prestar atenção em algo que muitas vezes fica em segundo plano: a nossa saúde mental.

Em 2026, essa conversa se torna ainda mais necessária. Cuidar da saúde mental não é tarefa individual nem responsabilidade de um único mês. É um compromisso coletivo, que envolve pessoas, famílias, instituições e toda a sociedade. O tema deste ano, PAZ · EQUILÍBRIO · SAÚDE MENTAL, nos lembra que talvez seja hora de desacelerar um pouco, organizar melhor as emoções e cultivar relações mais gentis. Saúde mental não é privilégio. É base. É o que sustenta uma vida com mais sentido, bem-estar e qualidade.

E vamos combinar, falar sobre isso faz toda a diferença. Abrir espaço para o diálogo, sem medo e sem preconceito, é um passo importante. Mais do que vestir uma cor ou lembrar do tema em janeiro, o desafio é levar esse cuidado para o dia a dia. Afinal, a mente não entende de campanhas. Ela está com a gente em todas as escolhas, em todas as relações, o ano inteiro.

O cuidado não termina em janeiro

É aí que entra o Movimento 365, proposto pela Unimed Campinas, trazendo uma ideia simples e poderosa. Cuidar da saúde precisa ser um exercício contínuo. Corpo, mente e vida social caminham juntos, e pequenas atitudes diárias fazem uma grande diferença. Informação, prevenção e acolhimento não têm data marcada no calendário.

Desde 2019, o selo 365 acompanha as campanhas de conscientização da Unimed Campinas e se tornou um símbolo desse olhar mais amplo e responsável sobre a saúde. A mensagem é direta e possível. Cuidar de si, buscar ajuda quando for preciso e entender que o bem-estar se constrói um dia de cada vez.

A Unimed Campinas é uma das principais patrocinadoras e incentivadoras do nosso projeto. Graças a esse apoio, conseguimos levar mais histórias, reflexões e informação para diferentes lugares. 

Neste Janeiro Branco, o convite está feito. Que a paz, o equilíbrio e a saúde mental não fiquem só no discurso, mas façam parte da nossa rotina, todos os dias do ano.

HC da Unicamp e Hospital Estadual de Sumaré entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil

O ano começou com aquele sorriso que aquece o coração. Sabe quando a gente recebe uma boa notícia e dá vontade de contar para todo mundo? Pois é assim que estamos a celebrar: alguns dos hospitais por onde os nossos amarelinhos espalham histórias e carinho começaram o ano em grande estilo.

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, e o Hospital Estadual de Sumaré entraram para a lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O estudo que fez essa seleção foi organizado por instituições como o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde, o Instituto Ética Saúde e os conselhos nacionais dos Secretários de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde. 

Só entraram na lista hospitais que atendem exclusivamente pelo SUS, com mais de cinquenta leitos e produção registada no Ministério da Saúde. Foram analisados critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade, leitos de UTI e tempo médio de internação. Tudo isso para garantir que o cuidado não seja só bem-intencionado, mas também eficiente e responsável.

A lista, por enquanto, traz lista de 100 hospitais - 30% deles estão no estado de São Paulo. E a história não acaba aqui. Em maio, vem a próxima etapa, quando serão anunciados os dez melhores hospitais públicos do Brasil. Para isso, entram em cena outros pontos importantes, como a satisfação dos pacientes, o nível de acreditação, as práticas de compliance e a forma como os recursos são utilizados.

O HC da Unicamp e Hospital Estadual de Sumaré sempre acolheram muito bem nossos voluntários e vê-los nessa lista é uma alegria imensa. Nossos parabéns e muito obrigado a quem sempre nos abriu as portas e que seguem provando que excelência também se constrói com afeto, empatia e histórias bem contadas.

Quer conferir a lista completa? Clique aqui!

Ano novo e obras em domínio público

Toda virada de ano, a lista de obras em domínio público se renova. No Brasil, os direitos sobre uma obra expiram 70 anos após a morte do seu autor, começando a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Em 2026, portanto, passaram para domínio público obras de criadores que morreram no ano de 1955.

Quando uma obra entra em domínio público, ela pode ser reproduzida, adaptada e redistribuída legalmente com mais liberdade, respeitando sempre a autoria da obra original. 

E aqui vão algumas das novidades!

  • Ícone da cultura brasileira, Carmen Miranda deixou músicas e composições de sua autoria, que agora são de domínio público.
  • Os escritos do cientista Albert Einstein e do médico e bacteriologista Alexander Fleming, que descobriu a penicilina, também são de domínio público por aqui!
  • Considerado um dos principais escritores alemães do século 20, e vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1929, as obras de Thomas Mann entram em domínio público. Um dos grandes nomes da literatura alemã do século 20, Mann nasceu em Lübeck, em 1875, filho de mãe teuto-brasileira, e viveu tempos marcados por conflitos profundos. Atravessou guerras, testemunhou a ascensão do nazismo e escreveu com a sensibilidade de quem viu um mundo à beira do colapso. Tudo isso atravessa a sua obra, sem filtros ou disfarces.

Dentre suas obras mais admiradas estão livros como A Montanha Mágica, um romance que acompanha um jovem que vai passar poucos dias em um sanatório nos Alpes suíços e acaba ficando sete anos. Sete. Entre consultas, conversas intermináveis e silêncios espessos, o tempo desacelera e surgem temas enormes como a doença, a morte, o medo, a espera e uma Europa prestes a mergulhar na Primeira Guerra Mundial.

Estes são alguns exemplos, que vão ampliando o acervo de domínio público no Brasil. Muitas dessas obras você consegue consultar NESTE LINK.

Desde o ano passado, autores como Monteiro Lobato, Lewis Carroll, La Fontaine, os Irmãos Grimm, Charles Perrault e Rudyard Kipling também passaram a integrar o domínio público. Um verdadeiro baú de histórias abertas, prontas para serem lidas, recontadas, reinventadas.

No fim das contas, é tudo muito simples, quase como brincadeira de criança. Escolha uma história. Leia em voz alta. Conte para alguém. Deixe a imaginação ocupar a sala, a praça, o quarto, o ônibus, o mundo. Porque toda vez que uma história é contada, ela renasce e leva junto um pedacinho de quem decidiu contá-la.

O voluntariado no dia a dia da Associação Griots

Você sabia que o Dia Internacional do Voluntário foi criado pela ONU em 1985? A data existe para lembrar o quanto os gestos de doação, cuidado e presença fazem diferença na vida das pessoas, em qualquer canto do mundo.

Desde 2003, a Associação Griots, Os Contadores de Histórias, vive exatamente isso no dia a dia. Levamos histórias para crianças, pacientes internados em hospitais e idosos em instituições. A gente acredita que brincar, sorrir, ouvir e imaginar também são formas de cuidar. E é por isso que seguimos, visita após visita, encontro após encontro, espalhando esse tipo de afeto.

Quem vive isso por dentro sabe o quanto o voluntariado transforma.

A Cáthia, por exemplo, é fisioterapeuta e chegou há pouco tempo ao grupo. O desejo de ajudar nasceu de uma experiência muito pessoal.

“Sou ex-aluna da PUCC e hoje faço meu voluntariado lá. Em fevereiro de 2023, minha mãe foi diagnosticada com um câncer no intestino. Graças a Deus ela está estabilizada, em tratamento de remissão, sem metástase, mas ainda em observação por causa de uma fístula. Acompanhei tudo de perto, fiquei internada com ela nas duas cirurgias. Foi aí que surgiu em mim essa vontade de ajudar outros pacientes, oncológicos ou não, que passam tanto tempo dentro de um hospital.”

Foi justamente em um dos retornos ao hospital, durante uma consulta da mãe, que Cáthia conheceu duas griots, Andréia João e Dalva Saudo. O encontro foi decisivo. E histórias assim se repetem o tempo todo.

As voluntárias Alcione Marques e Dalva Saudo viveram, recentemente, uma cena que ficou marcada. Elas estavam na pediatria contando uma história para uma criança quando um médico entrou para fazer o atendimento.

“Quando ele chegou, nós pensamos em parar a história, para que ele pudesse atender a menina, que ia passar por uma cirurgia. Mas ele disse: ‘terminem a história. Eu espero e faço a consulta depois’”, conta Alcione.

Dalva complementa: “Fiquei admirada com aquele médico tão humano. Ele foi muito gentil e disse à minha amiga que podia continuar contando a história. Fiquei realmente emocionada e queria agradecer a ele. Fomos atrás para descobrir o nome dele, mas não conseguimos. Tomara que essas palavras o encontrem, para ele saber que sua atitude foi muito apreciada e que é muito querido por nós.”

Pode parecer um gesto simples, mas é desses encontros que nascem pontes de humanidade. Voluntários, pacientes, famílias e profissionais de saúde se conectam de um jeito raro, bonito e verdadeiro.

É isso que move a Associação Griots há mais de vinte anos. Lembrar, todos os dias, que mesmo nos lugares mais delicados, ainda cabe leveza, ainda cabe cuidado e, sobretudo, ainda cabe esperança.

Ler em casa, ler com carinho: por que cada página vira um passo na alfabetização

Aprender a ler é um momento muito especial na vida de toda criança, mas um grande desafio também.

No Brasil, em 2024, segundo o Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação, 59,2% das crianças da rede pública sabiam ler e escrever até o fim do 2º ano do ensino fundamental. A meta era 60%. Mais da metade dos 5312 municípios avaliados melhorou seus números em relação a 2023, e o Ceará se destacou, com 85,3% das crianças alfabetizadas, bem acima da meta prevista para 2030. 

Contar histórias, como fazem os voluntários da Associação Griots, é uma boa dica para quem quer se engajar nessa missão, afinal, aprender a ler não acontece só na escola. Pais, avós e família podem ajudar: em casa, no colo, na conversa, nas histórias que contamos e ouvimos. A leitura em família, além de um momento de conexão especial, é uma verdadeira mágica que estimula a curiosidade, a criatividade e o amor pelas palavras. 

E tem mais! Ler junto ajuda no desenvolvimento da fala, do vocabulário, da concentração e até da empatia, porque as histórias nos levam a conhecer outros mundos, pessoas e sentimentos. Além disso, esse momento cria laços afetivos e faz a criança se sentir segura e valorizada.

Não é preciso ter livros caros ou grandes bibliotecas. Uma história contada, um livro emprestado, um gibi na mão ou uma conversa sobre o que foi lido já fazem toda a diferença. É um convite para brincar com a imaginação, fazer perguntas, sonhar e aprender ao mesmo tempo.

Também vale lembrar que, em tempos digitais, o olho no olho e a voz que lê ganham ainda mais valor. O contato humano é o que torna a experiência da leitura especial e inesquecível. E o exemplo! Quando a criança vê os adultos lendo, ela aprende naturalmente que livros são grandes companheiros. 

Literatura infantojuvenil: como conferir a lista de livros Altamente Recomendáveis de 2025

Todos os anos, um grupo de leitores espalhados pelo Brasil se reúne, não num castelo encantado, mas em casas, escolas, bibliotecas e salas cheias de livros, para uma missão especial: escolher as histórias mais brilhantes, criativas e comoventes da literatura infantil e juvenil. 

É assim que nasce o Selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a FNLIJ, que representa no Brasil no IBBY, o International Board on Books for Young People. O selo é uma forma de dizer a cada autor, ilustrador e editora que aquele livro fez diferença, que conseguiu tocar o leitor e deixar rastro de encantamento.

Na edição de 2025, que celebra as obras publicadas em 2024, a FNLIJ reconheceu 172 títulos lançados por 55 selos de 13 editoras brasileiras. Durante dez meses, 23 leitores-votantes, espalhados por onze estados, mergulharam nas histórias com o mesmo entusiasmo de quem abre um livro novo pela primeira vez. Leram, discutiram e defenderam suas preferências, num processo voluntário e coletivo que lembra uma grande roda de leitura pelo país inteiro.

Os jurados só aceitam exemplares físicos, porque, segundo a instituição, o livro precisa ser sentido, folheado e observado em cada detalhe, e o leitor ganha muito com a experiência de segurar o livro nas mãos e deixá-lo respirar.

E, como num baú de tesouros literários, a categoria Criança deste ano vem repleta de pérolas. Entre os títulos premiados estão A jabota poliglota, de Denilson Baniwa; A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos; Corre, cotia, de Kaká Werá Jecupé; Era uma vez uma onça..., de Telma Guimarães; Estações, de Daniel Munduruku; O jardim lá fora, de Maíra Chiodi; O pequeno contador de histórias, de Beti Rozen; O quintal das irmãs, de Waldete Tristão; e Papai pintava, de Odilon Moraes.

Já na categoria Jovem, o brilho continua com obras como A língua do vendaval, de Bruno Molinero; A voz da casa, de Marina Colasanti; A infância de Joana, de Mariana Ianelli; e O ciclista, de Dalton Trevisan, entre outras que também encantaram o júri.

Cada um desses livros abre uma porta para um mundo novo. Há jabotas que falam muitas línguas, gigantes minúsculos, onças contadoras de histórias e gatos que moram nas páginas. São vozes, cores e sonhos que compõem o retrato da literatura infantil brasileira, viva, curiosa e cheia de imaginação. 

E para quem quiser conhecer todos os livros que receberam o selo Altamente Recomendável FNLIJ 2025, basta ler esta reportagem completo no site da Publish News e seguir o caminho das histórias.

Mundo da Literatura: Prêmio Jabuti homenageia a escritora Ana Maria Machado

A literatura infantil está em festa! 

A autora Ana Maria Machado foi eleita como Personalidade Literária da 67ª edição do Prêmio Jabuti. É a Câmara Brasileira do Livro (CBL) dizendo “obrigado” a quem ajudou a formar gerações de leitores e a fortalecer a nossa cultura. E convenhamos: Ana Maria merece cada aplauso.

Autora de mais de cem livros, ela brinca com palavras como ninguém. Suas histórias são cheias de humor, lirismo e respeito pela inteligência das crianças, convidando-as a sonhar, refletir e se maravilhar com a diversidade do mundo. Mas não pense que ela escreve só para os pequenos: romances, ensaios e contos para adultos também fazem parte de sua obra.

Desde 2003, Ana Maria ocupa a Cadeira n.º 1 da Academia Brasileira de Letras. Antes de se dedicar à escrita, começou nas artes plásticas, estudando no Museu de Arte Moderna do Rio e até no MoMA, em Nova York. Exposições pelo Brasil e pelo mundo marcaram seus primeiros passos criativos. Formada em Letras, passou também por salas de aula e redações de jornal, experiências que deram ainda mais sabor e profundidade às suas histórias infantis e juvenis.

Ao longo da carreira, Ana Maria colecionou premiações de dar inveja: três vezes o Prêmio Jabuti – em 1978, com "História meio ao contrário" (Literatura Infantil); em 1997, com "Esta força estranha" (Infantojuvenil); e em 2000, com "Fiz voar meu chapéu" (Infantojuvenil) – além do Hans Christian Andersen, conhecido como o “Nobel da literatura infantil”, do Prêmio Machado de Assis da ABL e de diversos outros reconhecimentos que celebram sua influência e legado.

E se você quer entrar de cabeça na fantasia, que tal revisitar “Menina Bonita do Laço de Fita”? Um livro que continua a encantar gerações, espalhando cores, afeto e magia por onde passa. 

Pensando nisso, veja o nosso vídeo sobre essa história linda:

https://youtu.be/BkKY7ep4ptg?si=mNvnGlpQ_ska07_H

Formatura 2025

No último dia 27 de setembro, a Associação Griots – Os Contadores de Histórias ganhou oficialmente novos voluntários!

Depois de um período de treinamento, que envolveu conversa com a psicóloga da Associação, encontro coletivo presencial e estágio monitorado, acompanhando contadores de histórias experientes em visitas aos hospitais, chegou o dia da nossa ‘formatura’ anual oficial!

Neste ano, o evento teve a participação especial da dupla Encantoré, que fez um show misturando músicas com histórias, muito ritmo, animação e dicas incríveis para os Griots. Rafa, que além de cantor é sanfoneiro e compositor da dupla, ao lado da Ju, cantora, compositora e percussionista, arrasaram e mostraram um pouquinho do seu extenso repertório.

Depois da apresentação, os novos membros receberam das mãos dos seus padrinhos o jaleco oficial, crachá e um kit de livros, símbolos do início oficial da missão de contar histórias e acolher pacientes com alegria, empatia e sensibilidade.

Tanto o treinamento quanto a formatura aconteceram no auditório do Instituto CPFL, um parceiro muito especial e acolhedor! Atualmente, a Associação Griots – Os Contadores de Histórias conta com patrocínio da CPFL Energia e Unimed Campinas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio do Instituto CPFL e assessoria cultural da Direção Cultura.

Aos novos amigos, desejamos uma jornada iluminada, cheia de encantos, superação e realizações!