MEC Livros leva modelo de biblioteca física para o ambiente digital

Num tempo em que quase tudo cabe no bolso, os livros também começam a encontrar novos caminhos. O Ministério da Educação decidiu apostar nisso e lançou o MEC Livros, uma plataforma digital que funciona como uma espécie de biblioteca virtual, daquelas que não têm portas nem horários, mas ainda preservam o ritual do empréstimo.

Já disponível para acesso pelo navegador, seja no computador, no celular ou no tablet, essa estante digital já conta com mais de 8 mil títulos à espera de leitores.

A lógica é familiar. Assim como em uma biblioteca física, não se trata de baixar para sempre, mas de pegar emprestado. O leitor escolhe um livro, fica com ele por 14 dias e, se precisar de mais tempo, pode renovar. 

Mas há uma regra que organiza tudo: só é possível ler um título por vez. E, se todos os exemplares estiverem emprestados, resta entrar na fila, uma paciência digital que recria, no ambiente virtual, a escassez do mundo físico.

A leitura acontece dentro da própria plataforma, com ferramentas que permitem ajustar o tamanho das letras, mudar a fonte ou escolher a cor de fundo. 

O acervo, por sua vez, mistura tempos e estilos. Há clássicos de Jorge Amado, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa, ao lado de nomes como Lygia Fagundes Telles e Drauzio Varella. Do outro lado do mapa, aparecem autores como Fiódor Dostoiévski, José Saramago, Jane Austen, Han Kang e Virginia Woolf.

E, claro, já tem também livros para crianças. 

Nem tudo é domínio público. Parte dos títulos mais recentes chegou ali por meio de acordos com detentores de direitos autorais. Há espaço para best-sellers, literatura nordestina, obras premiadas e até títulos que ganharam adaptações para o cinema.

Ficou curioso? Para acessar, é preciso fazer login com a conta gov.br. Depois disso, o usuário entra em um ambiente que tenta equilibrar tecnologia e tradição, moderno na forma, clássico na lógica. Fica a dica.

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