Enquanto muita coisa acontece às pressas dentro de um hospital, há profissionais que fazem a diferença em cada detalhe. Entre monitores ligados, corredores movimentados e portas que se abrem sem parar, estão enfermeiros e enfermeiras, parceiros constantes da nossa jornada de histórias.
São profissionais com quem cruzamos no dia a dia e que conhecem, talvez como poucos, o valor de um gesto simples: segurar uma mão, acalmar um medo, oferecer esperança no momento certo. Enquanto nós, contadores de histórias da Associação Griots, levamos histórias em palavras, eles contam histórias de cuidado por meio de atitudes.
No dia 12 de maio celebra-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em homenagem a Florence Nightingale, considerada referência da enfermagem moderna e nascida nessa data, em 1820.
No Brasil, a homenagem se estende entre 12 e 20 de maio, durante a Semana da Enfermagem, que também recorda Ana Néri, pioneira brasileira e símbolo de dedicação ao próximo.
A origem da profissão é antiga, quase tão antiga quanto as primeiras histórias contadas ao redor do fogo. Desde tempos remotos, cuidar de pessoas doentes, idosas ou fragilizadas já era uma missão de grande importância. Ao longo dos séculos, a enfermagem cresceu, evoluiu, incorporou ciência, técnica e reconhecimento, sem nunca perder a essência humana.
Hoje, enfermeiros e enfermeiras unem conhecimento e sensibilidade. São eles que observam sinais, acompanham tratamentos, orientam famílias e ajudam pacientes a atravessar dias difíceis com mais segurança e dignidade. Em muitos momentos, tornam-se também ouvintes, conselheiros e presença amiga.
Nos hospitais onde atuamos, sabemos bem disso. Então, neste mês especial, deixamos a nossa homenagem a quem transforma plantões longos em atos de coragem e corredores frios em lugares mais humanos.


